Esportes

Marinha orienta prática de SUP nos rios do AM

Prática do SUP é uma das mais procuradas opções de lazer nos fins de semana na capital do Amazonas- foto: Ione Moreno

Prática do SUP é uma das mais procuradas opções de lazer nos fins de semana na capital do Amazonas- foto: Ione Moreno

A fim de garantir segurança aos praticantes de Stand Up Paddle (SUP) no rio Negro, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) publicou portaria orientando sobre medidas para a prática da atividade esportiva. Entre as recomendações, a Marinha aconselha que os praticantes definam um roteio seguro e fora da rota de embarcações antes de começarem a praticar. Além desta, outra providência deve ser adotada pela Federação de Stand Up Paddle do Amazonas (Fesupam): fazer os adeptos da modalidade assinarem um termo de responsabilidade sobre a prática da atividade.

De acordo com o presidente da Fesupam, Pablo Casado, a preocupação da Marinha é válida. “Essas normas foram criadas em parceria com a federação. A intenção é adaptar a prática a nossa realidade daqui (do Amazonas). No esporte, apesar de não ter riscos, é necessário que algumas regras sejam cumpridas para garantir a segurança”, disse.

A federação também antecipou algumas normas de prevenção. Entre elas estão não remar em locais com fluxo de lanchas, a obrigatoriedade do credenciamento das escolas de SUP, e ter instrutores passando auxiliando o trajeto. “É necessário, também, que as pessoas que andam de lanchas em outras embarcações como Jet ski não trafeguem próximas dos praticantes de SUP”, afirmou Casado.

O dirigente alerta para oferta de ensino da prática do SUP principalmente a baixo custo. Segundo Pablo, é preciso checar se as escolas oferecem equipamentos como salva-vidas, se os instrutores são credenciados e pedir recibo da cobrança pelo serviço. “O esporte tem que se desenvolver com tranquilidade. Agora é fazer uma fiscalização rígida, porque tem muitas escolas de Stand Up Paddle, diria que até 95% da Amazônia, que são irregulares. As pessoas não são instrutoras, não têm a capacitação para estar dando aulas sem as devidas instruções e, principalmente, não têm bote resgate para casos que sejam necessários. Enfim, isso é uma preocupação muito grande para a federação pelo fato de se tratar de vidas”, ressaltou.

Por Lindivan Vilaça

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