Dia a dia

Marinha conta com passageiro para fiscalizar embarcações

O Comando do 9º Distrito Naval, de Manaus, orienta os viajantes a verificar requisitos básicos ante de viajar - fotos: Josemar Antunes

O Comando do 9º Distrito Naval, de Manaus, orienta os viajantes a verificar requisitos básicos ante de viajar – foto: Josemar Antunes

A Marinha do Brasil aposta na conscientização dos passageiros de barcos no Amazonas para obrigar os donos de embarcações a cumprir as exigências de segurança. O Comando do 9º Distrito Naval, de Manaus, orienta os viajantes a verificar requisitos básicos, mas que são úteis para realizar uma viagem com tranquilidade e segurança, como número de pessoas em excesso, poucos coletes salva-vidas falta de botes. Pedir informações sobre a carga de mercadorias dos barcos também é essencial, além da licença atualizada para navegação.

Conforme a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), pais ou responsáveis por crianças devem solicitar nas embarcações os coletes próprios para essa faixa etária. Nesses casos, 10% da capacidade disponível na embarcação deve estar dotada de coletes infantis e com apito.

As normas de segurança estão previstas na Lei nº 9.537, de 11 de dezembro de 1997 - foto: Josemar Antunes

As normas de segurança estão previstas na Lei nº 9.537, de 11 de dezembro de 1997 – foto: Josemar Antunes

O gerente de embarcação Cleverson Almeida Andrade, 39, que comanda barco para os municípios de Nhamundá (AM), Terra Santa e Faro, ambas no Estado do Pará, disse que aumentou o número de passageiros nesse período de férias. “A nossa tripulação recebe treinamentos e cumpre às normas necessárias para não pôr em risco a vida de ninguém durante as viagens semanais com o número de 250 passageiros”, afirmou. “A cada viagem, além da inspeção da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e da Marinha, também fazemos as nossas próprias inspeções  rotineiras para garantir uma viagem com tranquilidade e segurança”, disse Cleverson.

O microempresário Josino Rocha, 36, esteve recentemente no município de Faro, com a mulher. Segundo ele, viajar de barco é um prazer, mas não exige equipamentos de segurança. “Eu utilizo o meio de transporte a cada fim de ano para visitar os familiares, mas sempre atento se a embarcação atende os requisitos de segurança. Se estiver com excesso de passageiros ou acima do limite de carga, não viajo”, declarou Rocha.

As normas de segurança estão previstas na Lei nº 9.537, de 11 de dezembro de 1997, o qual dispõe sobre a regulamentação de segurança do tráfego aquaviário, e pelo Decreto nº 2.596 de 18 de maio de 1998.

Em caso de irregularidade do sistema fluvial, os passageiros podem denunciar as anormalidades à Capitania por meio do telefone 0800 280 7200 e do WhatsApp (92) 993025040.

Segurança nos rios

Por meio de uma parceria entre Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Marinha, cobre de 9,5 mil km² das principais hidrovias navegáveis da região amazônica estão sendo mapeadas. O objetivo é aumentar a segurança da navegação nos rios do Amazonas e nos Estados do Amapá, Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima.

Desde 2008, cartas náuticas, em papel ou eletrônicas estão sendo elaboradas dentro do Projeto Cartografia da Amazônia, que também elabora cartas geológicas e terrestres.  Seis navios de pequeno porte, dentre eles, navios de hidroceanográficos fluviais. Os navios possuem acoplados um sensor, o batímetro, capaz de emitir ondas eletromagnéticas para mensurar a profundidade dos rios.

Por Josemar Antunes

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir