Dia a dia

Marina do Davi enfrenta prejuízos com a vazante

Durante a seca, toneladas de lixo transformaram paisagens que deveriam ser cartões-postais de Manaus em depósitos de resíduos - Diego Jantã

Durante a seca, toneladas de lixo transformaram paisagens que deveriam ser cartões-postais de Manaus em depósitos de resíduos – Diego Jantã

A vazante deste ano tem  levado aos donos de embarcações que atuam na área da Marina do Davi, na Zona Oeste, a amargar sérios prejuízos. Catraieiros de pequenas e médias embarcações que fazem travessias para as principais praias da região reclamam que além do prejuízo, estão sendo obrigados a enfrentar a falta de manutenção e limpeza do local.Canoas, lanchas, barcos e flutuantes encalhados passaram a fazer parte da paisagem do local.

Durante a seca, toneladas de lixo transformaram paisagens que deveriam ser cartões-postais de Manaus em depósitos de resíduos. A Marina do Davi é um dos pontos de maior movimento para quem deseja se deslocar até balneários próximos a Manaus, mas atualmente as margens estão rodeadas de lama, há também muito lixo em todo o entorno, que se amontoa entre as canoas.

Presas à lama e ao lixo, muitas embarcações ficaram encalhadas. Com a descida do nível do rio, as embarcações estavam ficando cada vez mais longe das estruturas físicas da marina, o que dificulta o acesso das pessoas as lanchas. A área da Marina do Davi é acesso para mais de 30 comunidades rurais.

Para o aquaviário Raimundo Carvalho, 53, o principal problema é o excesso de lama, além da poluição no local. “Somos obrigados a conviver com o lixo. Ele não desceu com a água, ficou parado no meio da lama, acumula doenças e serve de alimento para ratos e baratas. Necessitamos de uma limpeza em nossa marina. Fica feio para os turistas”, disse.

Dificuldades

Devido à seca, o caminho para se chegar até as embarcações ficou mais longo. Os trabalhadores e usuários são obrigados a andar por mais de dois quilômetros para alcançar o local onde ficaram concentradas as lanchas e rabetas.

“Nesse período de seca, a movimentação caiu em relação aos outros anos em, aproximadamente, 60% da nossa arrecadação total. A diferença é quando está cheio o movimento não cai tanto como agora, devido à dificuldade que temos de acesso as comunidades”, afirmou Adonis Custódio, que trabalha há mais de 8 anos no local.

Para tentar atrair novamente os frequentadores, o diretor da Cooperativa dos Profissionais do Transporte da Marina do Davi, Adonis Custódio, decidiu um mutirão de limpeza que, segundo ele, está sendo realizado em parceria com órgãos estaduais e municipais.

Por Lindivan Vilaça

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