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Marin deve ser extraditado aos EUA na terça após cinco meses preso na Suíça

O ex-presidente da CBF José Maria Marin embarca de Zurique, na Suíça, para os EUA no máximo até a próxima quarta (4), mas a defesa acredita que a viagem já aconteça nesta terça (3) se toda a documentação estiver finalizada até o início da noite na Suíça.

Até mesmo seus advogados não sabem exatamente o horário, e serão avisados apenas alguns minutos antes, mas a informação é que a viagem deva acontecer na terça, no máximo quarta pela manhã da Suíça.

Marin aceitou ser extraditado para responder a processo nos EUA. Ele deve viajar em um voo comercial, sob a escolta de policiais do FBI (polícia federal dos EUA). É praxe, nesses casos, viajar algemado.

Marin, 83, está preso em Zurique desde o dia 27 de maio, acusado pelas autoridades americanas de envolvimento num esquema de corrupção relacionado a direitos de transmissão e marketing de competições. Foi detido com outros seis cartolas numa operação na véspera do congresso da Fifa.

O cartola concordou na terça (27) em ser transferido para o território americano. Os advogados do cartola negociam há meses com as autoridades americanas uma espécie de prisão domiciliar, mediante a fiança, enquanto o brasileiro responde às acusações. Por ter imóvel na cidade americana, ele tentaria obter o mesmo benefício dado ao ex-presidente da Concacaf, Jeffrey Webb, que aceitou ser transferido para os EUA em julho. Conforme a Folha mostrou em julho, a fiança pode chegar a pelo menos US$ 7 milhões.

O governo suíço já havia aprovado a extradição de outros cinco cartolas presos na mesma operação: o costarriquenho Eduardo Li, o venezuelano Rafael Esquivel, o britânico Costas Takkas, o uruguaio Eugenio Figueiredo e o nicaraguense Julio Rocha.

O escândalo levou à renúncia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, no dia 2 de junho e à convocação de novas eleições na entidade em fevereiro de 2016. Suspeito de envolvimento na investigação conduzida pelos americanos, o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, tem evitado deixar o Brasil, temendo ser alvo de um pedido de prisão no exterior.

Por Folhapress

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