Dia a dia

‘Marcha para Jesus’ reuniu milhares nas ruas de Manaus

Das quase 700 mil pessoas presentes no evento, apenas 150 mil acessaram o sambódromo. - foto: Ricardo Oliveira

Das quase 700 mil pessoas presentes no evento, apenas 150 mil acessaram o sambódromo. – foto: Ricardo Oliveira

A multidão já começava a se dispersar da área ao lado da praça da Saudade, Zona Sul de Manaus, quando o corretor de imóveis Lincoln Litaiff convocou o pequeno grupo de fiéis para uma oração. “Não viemos brincar ou ficar no oba-oba. O país está passando por uma crise, mas isso não vai nos afetar”, sentenciou. Reunidos em círculo, eles entoaram um rápido clamor antes de seguir em direção ao Centro de Convenções (sambódromo), ponto de chegada da 22ª edição da “Marcha para Jesus”, que reuniu aproximadante 700 mil pessoas na tarde do último sábado. O evento foi promovido pela Ordem dos Ministros Evangélicos do Amazonas (Omeam).

Não foi apenas a diversidade de adeptos que marcou a marcha. Ao longo do trajeto, rodas de samba e capoeira associadas à temática gospel disputavam a atenção dos transeuntes. Para animar a caminhada de cerca de sete quilômetros, 17  trios-elétricos embalaram o público ao som de ritmos variados. Enquanto isso, vendedores ambulantes ofereciam produtos para todos os gostos e necessidades. Havia desde din-din ‘abençoado’ a bandeiras do Estado de Israel, spray com tinta especial para cabelo e abadás personalizados com o nome do evento.

Crescimento

O pastor Valter de Nazaré Pereira, 2º vice-presidente da Omeam, observou o crescimento que o evento vem registrando ao longo dos anos. “Antes, a ‘Marcha’ começava na praça da Saudade, seguia pela Joaquim Nabuco e encerrava na Sete de Setembro. Quando decidimos estender o trajeto até o estacionamento do estádio Vivaldo Lima (agora Arena da Amazônia), a quantidade de público aumentou. Isso indica também a adesão de pastores de todas as denominações”.

Na opinião do pastor, o formato do evento proporciona uma aproximação mais espontânea dos jovens com a fé cristã. “Hoje, felizmente, as igrejas celebram Deus de maneira mais livre. Quando aceitei Jesus, não era permitido sequer bater palmas durante os cultos”, lembra Pereira. “Mas ainda não recebemos a devida atenção do governo. Realizamos um trabalho de resgate social. Trazemos pessoas de volta à vida e ao trabalho, e dessa forma elas se tornam contribuintes”.

Shows

A programação de louvor teve início por volta das 18h30, no sambódromo, com o show da banda japonesa Saluki, e contou ainda com a participação de Nívea Soares (ex-Diante do Trono), Lauriete e Magno Malta, Arena Louvor, Ministério Boas Novas e a banda Hope. O bispo Robson Rodovalho, de Brasília, atuou como palestrante.

Segundo a Polícia Militar, das 700 mil pessoas que compareceram ao evento, apenas 150 mil tiveram acesso ao sambódromo, Zona Centro-Oeste de Manaus. É a capacidade máxima de lotação permitida no local. Uma operação especial foi elaborada para fazer a segurança do evento. Oficiais motorizados acompanharam a marcha, cujo itinerário incluiu, pela primeira vez em sua história, a avenida Constantino Nery. Para prevenir furtos e roubos, patrulhas percorreram todo o perímetro externo do sambódromo, e 250 policiais montaram guarda na área interna do local.

Por Daniel Amorim (Jornal EM TEMPO )

1 Comment

1 Comment

  1. Jose Reinaldo

    8 de junho de 2015 at 13:32

    Neste evento tinha no máximo 100 mil pessoas, não tinha como ter 700 mil pessoas, o que corresponderia a 1/3 da população de Manaus, conforme este organizadores disseram ter, afinal como eles mensuraram isto ???

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