Política

Marcelo Ramos confirma pré-candidatura a prefeito de Manaus

 

O deputado Marcelo Ramos estava com a família na hora de um incidente dentro de um shopping - foto: Alberto César Araújo

O deputado Marcelo Ramos estava com a família na hora de um incidente dentro de um shopping – foto: Alberto César Araújo

Pré-candidato a prefeito de Manaus às eleições municipais do próximo ano, o ex-deputado estadual Marcelo Ramos (sem partido) está se viabilizando nos bastidores para emplacar seu nome como uma alternativa à disputa majoritária. E a principal articulação é em relação à sua filiação a um novo partido político. Conforme a legislação eleitoral, o prazo para troca-troca de legenda para quem deseja disputar o pleito de 2016 termina no final de setembro deste ano.

Desfiliado desde maio passado do PSB, Marcelo Ramos não esconde que sua decisão passa por um possível enlace com a Rede Sustentabilidade, partido encabeçado pela ex-senadora Marina Silva (PSB) e que ainda luta na Justiça Eleitoral para se concretizar. Entretanto, frisou, que não vai se filiar em qualquer partido só por causa do tempo de TV.

“Tudo indica para mim que a Rede vai surgir, mas não se sabe com que tempo de TV, fundo partidário e bancada de deputados. Mas, tenho uma linha de corte ideológico e não vou me filiar em qualquer partido só pelo tempo de TV. Mas, tenho que viabilizar uma candidatura a prefeito de Manaus”, afirmou.

Ele enfatizou que tem recebido muitos convites e tem sido muito procurado por outros partidos políticos, mas que o momento não é de especular.  “Não vou especular, até porque sempre gera reação desses políticos passados que fazem de tudo para inviabilizar uma candidatura”, alfinetou o ex-deputado.

Sem citar nomes, Marcelo Ramos criticou a atual gestão municipal encabeçada pelo prefeito Arthur Neto (PSDB). “Estamos em 2015 sendo governado por um prefeito de 1989. Não é um cara desse tempo. Um tempo que já passou. Tem suas qualidades, cumpriu um papel efetivo na história, mas já passou. Precisamos de uma prefeitura moderna e é hora de uma nova geração assumir o protagonismo da política do Amazonas e eu sou um desses políticos da modernidade”, ressaltou.

Questionado se poderá vir a compor uma aliança eleitoral futura com nomes da política local, Ramos foi bem enfático ao afirmar que “não há nenhuma possibilidade”. “Não existe essa possibilidade de alianças com eles, porque eles não aceitam abrir mão do protagonismo e está na hora de uma nova geração de políticos assumirem o protagonismo da política local, pintar de modernidade a política do Amazonas”, disse.

Engajado em “modernizar” a política amazonense, Marcelo Ramos, 41 anos, afirma que é hora de uma nova geração tomar as rédeas no Estado. Como paralelo, ele cita que em outros setores da sociedade já se é notável o comando da juventude, a exemplo da economia, do jornalismo, da educação. “E na política? Os velhos não permitem essa transição. Hoje em Manaus há um descompasso: uma economia moderna e um governo atrasado”, voltou a alfinetar.

Ramos ressaltou que 164 mil eleitores de Manaus saíram de suas casas para votar nele contra um governador e um ex-governador nas eleições de 2014 e que isso mostra o desejo de mudança e da escolha de um novo nome para comandar uma cidade. Ex-deputado e ex-vereador, Marcelo Ramos disputou o cargo de governador no pleito do ano passado pelo PSB, ficando em terceiro lugar e forçando um segundo turno histórico nas eleições a governo do Amazonas.

Firme no propósito de sua pré-candidatura, o prefeiturável está encabeçando um movimento, denominado de “Todos pelo bem de Manaus”, cujos integrantes são oriundos de vários setores da sociedade e até de vários partidos com o objetivo principal de pensar a capital do Amazonas. “Todo mês fazemos reuniões temáticas. Já fizemos de educação e transporte coletivo. É um movimento suprapartidário com pessoas de todas as idades, setores e de todos os partidos”, acrescentou.

Desde que deixou o mandato parlamentar, no início do ano, Ramos vem dedicando ao que classifica de “conhecer os problemas da cidade”. Ele afirma que está estudando números e procurando “bebe em fontes de boas experiências” no que diz respeito à gestão de cidades. “Já estive em Curitiba, São Paulo e, em breve, irei a Colômbia conversar com o ex-prefeito de Bogotá sobre o projeto do transmilênio implantado naquela capital”, adiantou.

Segundo ele, nesta etapa pré-eleitoral está refletindo sobre os problemas e buscando apontar soluções para Manaus. “Eu tenho dito que mudar a forma de governar Manaus é uma tarefa para muitas mãos e entendo que para mãos de minha geração. É um momento de transição com a geração que eu represento para construir um novo projeto”, afirmou.

Perguntado sobre sua relação com o PSB, Ramos deu uma resposta polida, afirmando que possui um grande carinho pela legenda e a considera moderna, que sabe se colocar como uma alternativa. “Foi este partido que me deu a legenda para disputar as eleições municipais. Tenho sentimento e gratidão. Parte da militância me apoia. Agora, eu preciso ir para um partido que tenha disposição de construir uma candidatura a prefeito”, finalizou.

Por Valéria Costa

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