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Marcelaine é condenada a 7 anos e 9 meses de prisão por homicídio tentado qualificado; apenas Edney foi absolvido

A sentença dos acusados foi proferida na noite desta quinta-feira, no Fórum Henoch Reis - arte: EM TEMPO Online

A sentença dos acusados foi proferida na noite desta quinta-feira, no Fórum Henoch Reis – arte: EM TEMPO Online

A socialite Marcelaine Shumann foi condenada a 7 anos e 9 meses de prisão no regime semi aberto por homicídio tentado qualificado. Os jurados, por maioria, resolveram condenar também os réus Rafael, Charles e Karen por homicídio tentado qualificado. Edney Castro foi absolvido. A decisão foi proferida pelo juiz Mauro Antony, na noite desta quinta-feira (2), no Fórum Ministro Henoch Reis.

Confira as penas de cada réu:  

Marcelaine Shumann –  7 anos e 9 meses de prisão em regime semi aberto;

Charles MacDonald – 8 anos, 2 meses e 5 dias de prisão em regime fechado;

Rafael ‘Salsicha’ –  8 anos, 2 meses e 5 dias de prisão em regime fechado;

Karen Arevalo Marques – 6 anos, 5 meses e 18 dias de prisão em regime semiaberto;

Edney Costa Gomes – Absolvido

Julgamento

O julgamento do ‘caso Marcelaine’ começou na manhã de quarta-feira (1°) e só teve a sentença divulgada na noite de hoje. No primeiro dia, as vítimas do caso, o pivô da confusão e todos os cinco acusados prestaram depoimento.

A primeira a falar foi a vítima no caso, Denise Almeida, que disse ter vontade de “dar uns tapas” em Marcelaine e negou ter um relacionamento extraconjugal com Marcos Souto.  Em seu depoimento, Solto relatou que tinha um caso com as duas mulheres e que só as amavas na hora do sexo.

O marido de Denise, o advogado Erivelton Barreto, assumiu que suspeitava  do caso da mulher, mas o juiz Mauro Antony deixou bem claro que os dois tinham relacionamento. Após a afirmação, o homem chorou e relatou que ele e a esposa eram perseguidos por Marcelaine e Marcos.

O depoimento mais aguardado por todos foi da socialite Marcelaine Schumann.  A acusada de ser mandate do crime relatou que era perseguida por Denise e que a vítima fazia ‘um inferno’ da vida dela. Motivada pela emoção, Marcelaine confessou ter mandado apenas dar um ‘susto’ em Denise para que ela parasse de perturbá-la. A mulher pediu perdão e ‘aconselhou’ a todos presentes no tribunal,  que não valia a pena fazer isso motivado por um “momento”.

O homem que atirou contra Denise, Rafael ‘Salsicha’, disse que foi agredido enquanto esteve preso na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e também afirmou que não prestou depoimento, sendo obrigado a assinar a confissão. Rafael ainda disse que no dia do crime estava “amanhecido” porque tinha usado cocaína.

Charles MacDonald, um dos suspeitos de atentar contra a vida da bacharel em direito, contou durante depoimento, que o dinheiro que recebeu de Marcelaine Schumann foi um empréstimo e negou que ela teria pago para matar Denise. O homem relatou que estava doente e por isso pediu ajuda financeira da socialite.

Karen Arevalo Marques, suspeita de ter fornecido a arma para o crime contra Denise, também depôs na noite de hoje.  A mulher declarou, em todos os questionamentos, não ter fornecido a arma. Falou também que morava no mesmo bairro de Charles, Rafael e Edney Costa Gomes, mas nunca teve nenhum contato com Marcelaine.

O segurança, Edney Costa Gomes, suspeito de ter apresentado Rafael ‘Salsicha’ para seu primo, Charles, disse, em depoimento,  não entender porque estava sendo acusado. Relatou também, assim como os outros, que teria sofrido agressões na DEHS.

O segundo dia de julgamento, previsto para iniciar às 9h30, começou com atraso de mais de uma hora. Isso porque, segundo informações do juiz Mauro Antony, que preside a sessão, dois dos réus, Rafael e Charles, presos no Centro de Detenção Provisória (CDP), não chegaram no horário previsto. Durante o debate, a promotoria pediu ao júri que a socialite e os outros quatro acusados fossem condenados por tentativa de homicídio qualificado. Já a defesa de Marcelaine pediu sua absolvição. Os advogados dos demais acusados pediram que os réus fossem penalizados apenas por lesão corporal.

Por equipe EM TEMPO Online

 

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