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Manifesto na Zona Leste de Manaus pede liberação da ‘pílula do câncer’

A liberação ainda não foi aprovada devido ao valor do medicamento, que atualmente custa em média R$ 0,10, o que não seria viável para o governo e para as fabricantes - foto: Gerson Freitas

A liberação ainda não foi aprovada devido ao valor do medicamento, que atualmente custa em média R$ 0,10, o que não seria viável para o governo e para as fabricantes – foto: Gerson Freitas

Na corrida contra o tempo pela cura, um grupo de pacientes com câncer realizou na manhã de ontem, no bairro São José, Zona Leste, um manifesto no qual foram colhidas assinaturas m um documento que será levado a Brasília solicitando a liberação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a distribuição gratuita nos postos de saúde do Amazonas, da fosfoetanolamina ou “pílula do câncer”, como é mais conhecida.

“Precisamos que a pílula seja liberada pelo menos para o uso compassivo dos pacientes que querem usar o medicamento. Essa formula já curou diversas pessoas e tem me curado. Não posso me calar diante do fato de que pessoas estão morrendo nos hospitais, enquanto isso já existe um remédio que pode reverter essa situação, mas o governo insiste em negar a assistência. Porque não dá uma chance a essas pessoas de viverem? ”, questionou a coordenadora da ação, Karola Caldas.

De acordo com ela, a liberação ainda não foi aprovada devido ao valor do medicamento, que atualmente custa em média R$ 0,10, o que não seria viável para o governo e para as fabricantes. Segundo Caldas, hoje, o procedimento do tratamento de câncer não sai por menos de R$ 90 mil mensais. “Você acha que as multinacionais vão querer que um medicamento a esse custo muito baixo entre no mercado? Sabendo que quem criou as pílulas querem que o medicamento seja liberado de graça? Claro que não. Para o governo, o bom é que o tratamento tenha valores absurdos”, frisou Karola.

Para que o tema seja discutido no Congresso Nacional, ao menos um milhão de pessoas devem assinar o documento. Na manhã deste domingo, apenas 5 mil populares haviam assinado o manifesto.

A fosfoetanolamina sintética foi estudada por mais de 20 anos pelo professor Gilberto Orivaldo Chierice, no Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP).  Após constatar a eficácia do remédio, o cientista se recusou a vender a fórmula para laboratórios farmacêuticos, preferindo deixar o remédio ser produzido pelo governo federal e distribuído gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação da substância funciona como uma espécie de marcador, sinalizando para o corpo sobre a célula cancerosa, deixando as mesmas mais visíveis para que o sistema imunológico possa combate-la.

Na USP de São Carlos, a substância foi distribuída por vários anos sem o registro da Anvisa, porém, a portaria 1.389/2014 da instituição, proibiu o fornecimento do medicamento, permitindo o uso apenas com a apresentação de uma liminar judicial o que também acontece no Amazonas.

Por Gerson Freitas

2 Comments

2 Comments

  1. Jefferson

    7 de março de 2016 at 14:57

    Meu Deus que mundo é esse é triste em ver isso, mais Deus é mais em nome de Jesus logo logo sai essa pílula eu creio

  2. marcilene souza ribeiro

    7 de março de 2016 at 10:02

    Libera logo este remedio tantas pessoas morendo se foce ña famillia de voces da geito rapidinho

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