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Manifestantes são detidos durante protesto contra Temer

Um ato convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, compostas por movimentos sociais contrários ao programa de governo do presidente Michel Temer, acontece neste domingo (11) na avenida Paulista, em São Paulo.

Crítico às propostas de reformas trabalhista e previdenciária, o protesto pede a convocação de novas eleições.

A manifestação foi marcada para as 14h, no vão do Masp, mas começou a ficar movimentada após as 15h30.

Durante o discurso do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), houve uma confusão com policiais militares atrás do carro de som.

O senador interrompeu o discurso para dizer que “estavam tentando prender pessoas”. Próximo à alameda Casa Branca, policiais corriam atrás de um grupo de manifestantes, enquanto outros atiravam objetos contra os soldados, como latinhas de cerveja.

Segundo Lais Nilandra, 17, seu grupo estava com máscaras brancas coloridas para fazer uma manifestação pacífica. Ela informou estar com uma faca de cozinha, sem corte, e um soco inglês na mochila -objetos que afirma carregar sempre, como forma de auto-defesa.

“É algo que levo todos os dias na mochila. Eu volto tarde e corro riscos, sim, na rua. Não tinha nenhuma pretensão de qualquer tipo de agressão”, disse. Nilandra diz que conseguiu escapar da polícia, mas ao menos outras três pessoas foram levadas -um homem e duas mulheres. A PM não informou o motivo das detenções.

Cainá Fernandes, 19, disse que soldados levaram o RG dela. “Você tem noção de que podem me fichar de qualquer coisa?”, reclamou.

Danilo Camargo, advogado, tentou acompanhar as prisões e diz ter sido agredido. Ele bateu boca com PMs na esquina da alameda Casa Branca com a avenida Paulista, onde a confusão começou.

“Nós estávamos fazendo uma detenção, o que você estava fazendo lá?”, questionou um policial. “Eu sou advogado”, Camargo respondeu. “Então você advoga para pessoas de má índole?”, indagou o PM.

Lindbergh e o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) discursavam no carro de som fazendo críticas à PM justamente antes da prisão e da correria.

Erundina e Haddad

Luiza Erundina, candidata do PSOL à Prefeitura de São Paulo, discursou no carro de som ao som de “O povo avisa: prefeita é a Luiza”. Ela dividiu espaço com o prefeito Fernando Haddad, candidato à reeleição pelo PT.

“Vamos chamar o presidente golpista pra contar quantas pessoas tem aqui”, ela ironizou, antes de afirmar que as mulheres não aceitarão perder direitos.

Em seu discurso, o prefeito Fernando Haddad (PT) saudou a “avenida Paulista aberta e democrática”.

“Primeiramente, fora, Temer, e amanhã fora, Cunha”, disse.

Ele cumprimentou “dois democratas”: Luiza Erundina e o candidato a vereador Eduardo Suplicy (PT).

Haddad lembrou as manifestações pelas Diretas Já, quando era estudante de direito na USP. “A PM reprimiu as manifestações e quem era secretário de segurança? Michel Temer.”

“O que está em risco são as conquistas de 88 e 89. Temos que dizer para aquele secretário, que hoje usurpou o poder, que nós não vamos sair das ruas”, afirmou o prefeito.

Por Folhapress

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