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Manifestantes anti-Maduro entram em choque com a polícia em Caracas

Com a medida, Maduro se concede poderes para governar por decreto durante dois meses - foto: divulgação

Com a medida, Maduro se concede poderes para governar por decreto durante dois meses – foto: divulgação

A polícia venezuelana entrou em confronto nesta quarta (18) com milhares de manifestantes que tentavam chegar até a sede do órgão eleitoral do país para reivindicar um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

A manifestação antigoverno é a terceira em uma semana e acontece dias depois de o presidente bolivariano renovar, por mais 60 dias, um estado de emergência em resposta à crise econômica do país. Com a medida, Maduro se concede poderes para governar por decreto durante dois meses.

Milhares de pessoas saíram às ruas para marchar no centro de Caracas, mas a polícia bloqueou a passagem. Um pequeno grupo tentou romper a barreira e foi forçado a recuar sob efeito de gases lacrimogêneos.

Na terça (17), o líder da oposição Henrique Capriles reivindicou que o país rejeitasse os poderes extras concedidos a Maduro.

“Se o Maduro quer aplicar esse decreto, precisa começar a preparar tanques e aviões de guerra, porque terá de fazê-lo pela força”, disse Capriles.

O país tem sido palco de protestos em pequena escala em semanas recentes por causa da ampla escassez e dos cortes de energia.

A oposição atingiu o país com protestos nacionais sangrentos em 2014. Mas, desde então, as manifestações tenderam a ser menores e pacíficas.

Uma maioria do país quer Maduro fora, de acordo com pesquisas. Os venezuelanos votaram em peso para colocar a oposição na Assembleia Nacional em eleições disputadas em dezembro, mas instituições do Estado vêm impedindo o funcionamento do Legislativo.

Com o parlamento impossibilitado de aprovar uma legislação, líderes da oposição começaram a direcionar sua atenção para as ruas e para o referendo revogatório como sua melhor opção para exercer pressão política.

Por Folhapress

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