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Manifestação termina em prisão de quatro indígenas em Parintins

O ato ocorreu contra o descaso registrado na saúde indígena na região do Médio Amazonas que compreende os municípios de Maués, Barreirinha, Nhamundá e Parintins - foto: Tadeu de Souza

O ato ocorreu contra o descaso registrado na saúde indígena na região do Médio Amazonas que compreende os municípios de Maués, Barreirinha, Nhamundá e Parintins – foto: Tadeu de Souza

Uma manifestação do Movimento de Mulheres Indígenas de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) terminou na prisão de quatro integrantes do movimento na tarde desta quarta-feira (29).

O ato ocorreu contra o descaso registrado na saúde indígena na região do Médio Amazonas que compreende os municípios de Maués, Barreirinha, Nhamundá e Parintins, apesar do volume de recursos destinados pelo governo federal ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/Parintins).

Desde o ano passado lideranças indígenas dos povos Sateré e Iskarianã, na região do Alto Nhamundá, reivindicam a saída de Paula Cristina Rodrigues Pinto da Coordenação do Dsei. A situação se agravou depois que o Conselho de Saúde Indígena (Condisi) rejeitou a prestação de contas apresentada pela coordenadora.

Na semana passada, o Movimento de Mulheres Indígenas deu início a uma mobilização pedindo a saída da coordenadora.  A manifestação ocorreu durante uma assembleia do Condisi. A coordenadora teria puxado um documento das mãos de uma das indígenas originando uma grande confusão na plenária. A polícia foi chamada ao local e a assembleia foi suspensa, reiniciando mais tarde em outro local.

Paula Cristina Rodrigues denunciou que havia sido agredida pelas indígenas e registrou um Boletim de Ocorrência. Ontem à tarde, a mulheres voltaram ao Dsei/Parintins e deram início a um protesto dentro da sala da Coordenadora.

Novamente a Policia Militar foi chamada e segundo o comandante local, coronel Valadares Júnior, as mulheres foram conduzidas para a delegacia após o quebra-quebra.

“A manifestação é legitima, agora danificar equipamentos do órgão força a intervenção policial e foi o que fizemos, não houve violência e nem agressão a ninguém”, disse.

As quatro indígenas do Movimento de Mulheres Sateré-mawé detidas foram ouvidas pelo delegado do município, Bruno Fraga, e liberadas. A representação da Funai em Parintins acionou seu setor jurídico para atuar na defesa das indígenas. A coordenadora do Dsei/Parintins deixou o local escoltada pela polícia e não falou com a imprensa.

Um dos líderes do povo Sateré-mawé, Derly Batista, disse que uma comissão tanto do povo Sateré, quanto do povo Iskariãna irá novamente a Brasília denunciar o caos na saúde indígena no Médio-Amazonas.

Por Tadeu de Souza

 

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