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Manifestação de trabalhadores acaba em confronto com a polícia na ponte Rio Negro; 20 foram feridos e 4 presos

O fato acabou com mais 20 pessoas feridas e quatro presa - foto: Josemar Antunes

O fato acabou com mais 20 pessoas feridas e quatro presa – foto: Josemar Antunes

Pelo menos vinte pessoas ficaram feridas na manhã desta segunda-feira (11) durante uma manifestação de trabalhadores da construção naval que acabou gerando confronto com a polícia. O fato aconteceu nas proximidades da ponte Rio Negro, bairro Compensa 2, Zona Oeste da Cidade.

O ato, iniciado por volta das 7h com trabalhadores do estaleiro Erin, atraiu também outros trabalhadores da construção civil que reivindicam o pagamento de vencimentos atrasados, incluindo o 13º.

Mais de 300 trabalhadores fecharam as duas vias que dão acesso à ponte Rio Negro por cerca de meia hora, causando um grande congestionamento. Após meia hora, os manifestantes liberaram somente uma via.

O presidente do Sintracomec-AM, Cícero Custódio foi um dos detidos por incitação a violência, já que teria ameaçado incendiar a sede de governo - foto: Josemar Antunes

O presidente do Sintracomec-AM, Cícero Custódio foi um dos detidos por incitação a violência, já que teria ameaçado incendiar a sede de governo – foto: Josemar Antunes

O primeiro confronto entre manifestantes e a polícia ocorreu por volta das 8h30. Policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) teriam tentando retirar um dos trabalhadores, à força, de cima do carro de som, o que deixou os demais revoltados.

Em seguida, eles começaram a jogar pedras e paus em direção aos policias, que revidaram e disparam balas de borracha e bomba de gás lacrimogênio nos trabalhadores.

O fato acabou com mais 20 pessoas feridas e quatro presa. Os manifestantes ameaçaram fechar novamente a via, o que causou um novo tumulto.

Segundo o motorista de ônibus da linha 128, Alexandre Nunes, 31, que passava pelo local durante o confronto, uma bomba de gás lacrimogênio foi jogada pelos policias dentro do coletivo, causando desespero entre os passageiros.

“Fui tudo tão rápido, quando percebi que ia começar um confronto, tentei seguir em frente, mas o transito estava parado. Em seguida, uma passageira gritou que eles jogaram uma bomba em nossa direção. Todos comeram gritar e ficaram desesperados. O cheiro é horrível, fiquei com falta de ar, graças a Deus não tinha nenhuma criança no ônibus”, disse o motorista.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracon), Cícero Custódio, disse que os trabalhadores estão desde o mês de novembro de 2015 sem receber o salário. Estão sem vale transporte e sem vale alimentação, por isso resolveram cruzar os braços e realizar uma manifestação.

O sindicalista foi um dos detidos no confronto. Os policiais alegaram incitação à violência, já que Cícero teria ameaçado incendiar a sede de governo.

Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Transito (Manaustrans) estão no local, para orientar os condutores.

Por equipe EM TEMPO Online

Com informações de Josemar Antunes

1 Comment

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  1. Ridson

    12 de janeiro de 2016 at 01:15

    Não sou bandido, não sou sou viciado, não sou nenhum animal pra ser tratado assim dessa maneira. VERGONHOSA POLÍCIA que verte uma farda qualquer e é denominado ROCAM vcs deveriam ter vergonha na cara por jogar BOMBAS DE EFEITO MORAL, ATIRAR EM TRABALHADORES que estão a 3 meses sem receber. Fui preso e está lá pra quem quiser ver a humilhação e covardia que fizeram comigo 6 policiais pra deter um trabalhador que só quer receber o quê é meu por direito. Ordem de quem? Do Governador José Mello que dias antes da eleição foi pedir votos dentro do Estaleiro Erin. Quando a polícia Militar passou 2 anos sem receber fardas novas fizeram protestos, ai o Governador não manda sentar a porrada como fizeram com esses trabalhadores que eu tenho certeza muitos não têm nem o quê Jantar hoje e muito menos amanhã. COVARDES USAM DE ARMAS E BOMBAS PARA TER RESPEITO. É por isso que no Rio de Janeiro se ver muitos polícias dentro de um caixão por que lá o cidadão é respeitado e aqui na CIDADE onde nasci o CIDADÃO é tratado dessa maneira.

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