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Manaus terá usina com 100% do gás de Urucu

O gás natural da usina petrolífera de Urucu, em Coari (a 367 quilômetros de Manaus), já é responsável por 42,8% da energia elétrica gerada para capital e outros três municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM). Essa capacidade alcançará média de 81,6% até 2017, com a conclusão das obras da Usina Termelétrica Mauá 3, que será a primeira geradora de energia elétrica produzida 100% com gás natural.

Com os esforços do Ministério de Minas e Energia em destravar o andamento das obras da usina, situada no bairro Mauazinho, Zona Leste, ela terá a primeira fase entregue para operação comercial em meados de outubro de 2016, com capacidade de geração de 375 megawatts (MW) de energia. A segunda fase está prevista para maio de 2017, e completará a operação com mais 208 megawatts, totalizando 583 MW.

A Mauá 3 está com 65% das obras encaminhadas, de acordo com o gestor do contrato da obra pela Eletrobras Amazonas Geração e Transmissão de Energia (Eletrobras Amazonas GT), Milton Moulin.  A nova unidade, que irá funcionar em ciclo combinado, com flexibilidade de operação em ciclo simples, utilizará o volume máximo disponível de 2,3 milhões de metros cúbicos (m3) por dia de gás natural.

Maior usina termelétrica da Região Norte, a Mauá 3 será composta por três unidades geradoras, de acordo com Moulin. Duas delas consumirão gás natural e a terceira funcionará com os gases dos dois turbogeradores, sem a queima de combustível adicional.

“Ao invés de os gases da exaustão serem jogados na atmosfera, eles seguirão para dentro de uma caldeira de recuperação, para transformar a água em vapor superaquecido, que tocará a terceira unidade, com quase 200 megawatts, sem a necessidade do gás natural”, explica o gestor.

Investimentos

O custo global da construção da usina é da ordem de R$ 1,1 bilhão, segundo o gestor da Eletrobras Amazonas GT. Os equipamentos importados da Siemens, dos Estados Unidos da América (EUA), custarão US$ 217,5 milhões, dos quais já foram pagos R$ 184,7 milhões, afirma Moulin.

“É uma usina altamente eficiente, das melhores que há no mundo, com rendimento térmico da ordem de 56%”, comenta Moullin.

Por Emerson Quaresma

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