Dia a dia

Manaus terá ação sobre os riscos de contrair sepse

Um dos locais de maior movimento de Manaus, o aeroporto, será palco de campanha sobre a sepse – foto: Marcio Melo

Um dos locais de maior movimento de Manaus, o aeroporto, será palco de campanha sobre a sepse – foto: Marcio Melo

No próximo dia 13 de setembro será celebrado o Dia Mundial da Sepse, síndrome que mata uma pessoa a cada segundo no mundo. No Brasil, o Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), há 5 anos, desenvolve atividades de conscientização sobre a sepse, conhecida antigamente como septicemia ou infecção generalizada. Nesse ano, as ações acontecerão em 14 capitais, entre elas Manaus. Profissionais da saúde atenderão às dúvidas da população sobre a doença, no aeroporto internacional Eduardo Gomes, no Tarumã, Zona Oeste, no horário de 10h às 15h, um dos pontos de maior movimento da cidade.

Na ocasião será distribuída exemplares de uma história em quadrinho, criada pelo Ilas, que retrata de forma simples a questão da importância do rápido diagnóstico, permitindo o entendimento por leigos.

Além das ações voltadas à população, em 14 capitais brasileiras, o Ilas enviará a mais de 1.700 instituições de saúde material específico aos profissionais de emergência, pronto-socorro e Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs).

Diagnóstico

A sepse, hoje, é responsável por mais óbitos do que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio. Estima-se que há, aproximadamente, de 15 a 17 milhões de casos registrados por ano no mundo, sendo 670 mil só no Brasil. Ao contrário do que se pensa, a sepse não é um problema apenas de pacientes já internados em hospitais, pois a maioria dos casos é de pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência. O aumento da incidência e a progressiva gravidade desses pacientes fazem com que os custos de tratamento também sejam elevados.

O Instituto Latino Americano de Sepse, avaliou em sua base de dados a mortalidade, por sepse, de pacientes provenientes de prontos-socorros. Os dados revelaram que 53,17% de pacientes com sepse, atendidos inicialmente em prontos-socorros (PS) de hospitais públicos, vão a óbito; enquanto em hospitais particulares esse número é de 25,8%. Possíveis explicações para essa diferença importante incluem dificuldade no reconhecimento precoce e um número inadequado de profissionais nos PS de hospitais públicos.

“O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Todas as instituições devem treinar suas equipes, principalmente de enfermagem, para reconhecer os primeiros sinais de gravidade e dar atendimento preferencial a esses pacientes, nos serviços de urgência”, explica o médico intensivista Luciano Azevedo, presidente do Ilas.
O médico alerta, ainda, que o tratamento adequado nas primeiras seis horas tem clara implicação no prognóstico e na sobrevida dos pacientes. “Medidas simples, como coleta de exames, culturas, antibióticos, na primeira hora, e hidratação podem salvar vidas”.

Grupo de risco

O grupo de maior risco para o desenvolvimento da sepse é formado por crianças prematuras e abaixo de 1 ano e idosos acima de 65 anos; portadores de câncer; portadores de HIV positivo ou que fazem uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo contra infecções; pacientes com doenças crônicas; usuários de álcool e drogas; e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, tubos para medicação (catéteres) e tubos para coleta de urina (sondas).

“Embora não existam sintomas específicos, todas as pessoas que estão com infecção e apresentam febre, aceleração do coração, respiração mais rápida, fraqueza intensa e, pelo menos, um dos sinais de alerta, como pressão arterial baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou ficam confusos (principalmente idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico”, esclarece Azevedo.

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