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Manaus registra redução de 68% dos casos de malária nos cinco primeiros meses do ano

Em fevereiro, os números caíram para 928 casos; em março, para 704 casos; e em abril, para 613 casos - foto: divulgação

Em fevereiro, os números caíram para 928 casos; em março, para 704 casos; e em abril, para 613 casos – foto: divulgação

O número de casos de malária na cidade de Manaus apresentou redução de 68% nos cinco primeiros meses deste ano. De acordo o Núcleo de Controle da Malária, vinculado à Gerência de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em janeiro foram registrados 1.337 casos contra 514 casos notificados em maio, revelando uma curva descendente de notificações no período.

“Dados do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (Sivep Malária), do Ministério da Saúde, mostram entre janeiro e maio a redução de casos de malária na capital foi sistemática e acentuada”, destaca o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto. Em fevereiro, os números caíram para 928 casos; em março, para 704 casos; e em abril, para 613 casos.

A redução também foi verificada em relação à malária falciparum, considerada a forma mais grave de malária, embora de menor incidência. Até maio, também de acordo com o Sivep, houve apenas dois casos deste tipo de malária, o que significa uma redução de 83% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O secretário aponta que a redução no número de adoecimentos por malária na capital se deve à ampliação de medidas preventivas e a mudanças de estratégias definidas pelo Plano de Intensificação das Ações de Vigilância e Controle da Malária para 2016, colocado em prática a partir de outubro do ano passado.

“Entre as novidades do Plano está a implantação de um protocolo de ações para os casos notificados do tipo falciparum, a centralização da coordenação de medidas de prevenção executadas nos cinco distritos de saúde de Manaus e o reforço das estruturas de controle”, explica o secretário.

Segundo Homero, o programa municipal de controle da malária recebeu, há dois meses, 24 caminhonetes e dez motofogs (motocicletas especialmente adaptadas com equipamento que utiliza tecnologia norte-americana para fazer a borrifação de inseticida) que servem atualmente aos distritos Leste, Oeste e Rural, ao Laboratório Central de Controle de Qualidade do Diagnóstico da Malária, ao Núcleo de Entomologia e ao Núcleo Central de Controle da Malária. “Além disso, colocamos em funcionamento duas unidades móveis para o diagnóstico da malária e da leishmaniose, que foram integradas ao conjunto de estratégias de controle de endemias para ampliar o acesso da população aos exames e garantir diagnóstico e tratamento precoces”, diz.

De acordo com o secretário, as unidades beneficiam principalmente moradores de comunidades onde ainda não há laboratórios tradicionais.

Com a criação do Plano de Intensificação, a Semsa estabeleceu a meta de reduzir em 30% o número de casos de malária em Manaus até o final deste ano. “Apesar de um aumento global em relação ao mesmo período do ano passado, a redução mensal dos registros nos primeiros meses desde ano indica que estamos avançando para alcançar a meta estabelecida, invertendo a curva epidemiológica, que se mantém descendente desde fevereiro”, avalia Homero.

O secretário explica que controle da malária é um desafio de múltiplas frentes. “Depende de ações do setor Saúde, mas fatores externos contribuem de forma decisiva para a transmissão da doença, por exemplo, os relacionados à mobilidade da população e à ocupação desordenada de espaços”, diz, destacando que a Secretaria tem buscado o trabalho integrado com os setores envolvidos com a questão, ao mesmo tempo em que intensifica suas próprias ações.

Atualmente, Manaus possui 1.023 localidades cadastradas no Programa de Controle da Malária e em 400 delas houve registro de casos de malária em 2016.

Notificações

Relatório sobre a situação epidemiológica da doença em Manaus, produzido por técnicos da Semsa, mostra que a região geográfica com maior participação no número de notificações da doença é o distrito rural, que respondeu este ano por 51% do total registrado.

O documento revela também que apenas cinco localidades de Manaus concentraram 21,5% do total de registros da doença: a Estrada do Brasileirinho e o Acampamento Coliseu, na zona Leste, a Comunidade Nossa Senhora de Fátima, Comunidade do Abelha e Ramal do Pau Rosa (Distrito de Saúde Rural).

Outras 28 localidades concentram 50% da transmissão de malária, das quais 14 na zona Leste, 13 no distrito rural e uma na zona Oeste.

Com informações da assessoria

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