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Manaus recebe o novo show do Capital Inicial na próxima quinta

O novo show do grupo brasiliense acontece na próxima sexta-feira (15), no Studio 5 - foto: divulgação

O novo show do grupo brasiliense acontece na próxima sexta-feira (15), no Studio 5 – foto: divulgação

Quinze anos depois do bem-sucedido “Acústico MTV”, a banda de rock Capital Inicial investe mais uma vez no formato desplugado. O CD e DVD com o show gravado em Nova York – cidade que, segundo o vocalista Dinho Ouro Preto, transpira rock n’roll –, já estão nas lojas e a turnê brasileira teve início no mês de janeiro, em São Paulo. Manaus recebe o novo show do grupo brasiliense na próxima sexta-feira (15), no Studio 5.

O setlist é formado principalmente por sucessos dos últimos 14 anos, mais composições que nunca foram lançadas como singles (“Ressurreição”, “O Cristo Redentor”) e três inéditas (“Vai e Vem”, “A Mina” e “Doce e Amargo”).

Menos comportado do que o primeiro projeto do gênero, o “Acústico NYC” segue o clima mais nervoso de álbuns mais recentes, como analisa Dinho Ouro Preto, em entrevista ao EM TEMPO. “Por isso a gente chama de ‘acústico turbo’!”.

EM TEMPO – Que prazeres e desafios o formato do show acústico trazem para a banda?

DINHO OURO PRETO – O formato acústico não é o mais confortável para nós, pois somos uma banda de rock! Mas, na verdade, este acústico é um “acústico turbo”, os violões têm distorção e outros efeitos. Os protagonistas deste projeto são os três violonistas: Yves Passarell, Thiago Castanho e Fabiano Carelli.

EM TEMPO – O que a presença da percussão do Marivaldo dos Santos, do grupo Stomp, trouxe de especial aos arranjos do “Acústico NYC”?

DOP – Marivaldo tem um estilo único! Ele não pôde fazer a turnê conosco, mas o que ele bolou está sendo reproduzido por Fouad Khayat.

EM TEMPO – Por que vocês escolheram exatamente a canção “Tempo perdido” para homenagear a Legião Urbana nesse acústico?

DOP – A obra inteira do Renato Russo me fascina desde adolescente. Amo todas as suas músicas, e para mim teria sido difícil escolher uma. Acabou sendo esta por sugestão do próprio Lenine!

EM TEMPO – Na apresentação do “Acústico NYC”, no site oficial do grupo, a escolha da Big Apple para gravar o show é justificada pelo fascínio que essa cidade norte-americana exercia sobre a juventude punk de Brasília. Esse fascínio ainda existe nos integrantes da banda? E que fascínio seria esse mais especificamente?

DOP – Sim! Ouvimos ainda Ramones, Lou Reed, New York Dolls. Estas bandas foram profundamente importantes para a história do rock mundial, e NYC transpira rock n’roll!

EM TEMPO – A turnê “Acústico NYC” começou há pouco tempo, em janeiro. O repertório que o público de Manaus vai conferir é exatamente o mesmo do CD/DVD ou vocês já sentiram vontade de incluir outros sucessos da banda no setlist?

DOP – Começamos tocando o “Acústico NYC” do começo ao fim. Mas depois tocamos quase todos os grandes hits do Capital Inicial. O show dura quase duas horas e meia!!!

EM TEMPO – Desta vez, grandes sucessos como “Independência”, “Música Urbana” e “Veraneio Vascaína” foram deixados de fora do repertório. Por que?

DOP – No “Acústico NYC” incluímos apenas os hits de 2002 pra cá. Mas, como eu disse antes, estas músicas que você menciona acima, acabam sendo tocadas na segunda parte do show.

EM TEMPO – Que lembranças você tem da época do primeiro acústico, gravado pela MTV, que foi um marco na carreira do grupo?

DOP – O “Acústico MTV” foi feito de maneira muito despretenciosa. Ninguém levava fé! Nem nós, nem a gravadora, nem a MTV. Porém, fomos arrastados por um vendaval cuja poeira não assentou até hoje!

EM TEMPO – Que principais diferenças você apontaria entre o primeiro projeto acústico e o atual?

DOP – Vejo o primeiro projeto acústico de 2000 como mais comportado. Nos últimos anos, os discos do Capital Inicial foram ficando mais nervosos, como o “Das Kapital” e o “Saturno”, o que por sua vez, fez este acústico se tornar mais nervoso também. Por isso a gente chama de “acústico turbo”!

EM TEMPO – O Capital Inicial tem mantido o sucesso e popularidade no mercado musical mesmo com mudanças como o surgimento de fatores como o MP3, o download de músicas, a pirataria. Qual o segredo dessa longevidade?

DOP – Não sei! Não existe fórmula mágica! Mas a nossa atitude é sempre olhar para o futuro, para a frente, não viver do passado, evitar a nostalgia, o saudosismo. Acho que isso ajuda!

Por Luiz Otávio Martins

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