Dia a dia

Manaus poderá ganhar hospital fitoterápico

Em todo o país existe apenas um hospital vinculado à rede pública de saúde, em Goiânia, que utiliza a medicina alternativa para curar os pacientes por meio de remédios fitoterápicos - foto: divulgação

Em todo o país existe apenas um hospital vinculado à rede pública de saúde, em Goiânia, que utiliza a medicina alternativa para curar os pacientes por meio de remédios fitoterápicos – foto: divulgação

A inclusão de novos recursos no projeto do orçamento de 2016 para construção de um hospital fitoterápico de medicina alternativa em Manaus, será uma das bandeiras defendidas pelos parlamentares municipais neste segundo semestre. A indicação da criação do hospital foi divulgada ontem, durante o “I Seminário de Fitoterapia do Amazonas”, realizado na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na Zona Oeste.

A ideia foi sugerida pelo vereador Mário Frota (PSDB), que irá encaminhar a indicação ao prefeito Arthur Neto e buscar recursos para colocá-la em prática. “Espero que o prefeito aceite nossa indicação. Se conseguirmos orçamento, daremos ao prefeito os instrumentos necessários para a construção do hospital de medicina alternativa”, ressaltou. Na unidade, além do atendimento, será construído um horto e uma farmácia para manipulação de fitoterápicos e homeopáticos.

O vereador explicou que em todo o Brasil há somente um hospital de medicina alternativa, localizado em Goiânia (GO). “Fui conhecer o espaço e foi uma grata satisfação. Eles possuem um horto, fazem a manipulação de medicamentos à base de plantas. E atendem muita gente, que acredita na medicina tradicional, mas também tem esperanças na fitoterapia”, explicou.

Para Frota, Manaus tem grande potencial para investir em um hospital como o de Goiânia, uma vez que pesquisas científicas já comprovaram a eficácia de plantas amazônicas no combate e prevenção de diversos tipos de doenças.

“Temos a maior floresta tropical do mundo, com a maior biodiversidade do planeta. Temos comprovação de plantas que curam muitas doenças. Nosso maior entrave é investir mais nas pesquisas. Nosso centro de pesquisa da Amazônia criado no governo do FHC está abandonado. O que falta mais no Amazonas e no Brasil é pesquisa”, reclamou.

Pesquisa

Frota explicou que a ideia não seria somente construir um hospital com horto, mas investir em estudos científicos, para que os pesquisadores possam descobrir novas plantas com potencial de cura na Amazônia. Sem esquecer do conhecimento tradicional do homem amazônico.

“Precisamos aprender com o homem do interior e com os pajés das tribos. Existem tribos ao longo do rio Negro que as mulheres engravidam quando querem. Elas consomem uma espécie de anticoncepcional extraída das plantas. Quer dizer, tem tudo na floresta”, observou.

Além do investimento em pesquisas, o projeto também envolveria as comunidades ribeirinhas na cultura e extração de matéria-prima para a composição dos fitoterápicos. O que acaba por promover a integração e investimento na produção das comunidades locais, gerando maior inclusão e desenvolvimento econômico.

Por Ive Rylo

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir