Dia a dia

Manaus Moderna continua com trânsito caótico, mesmo após passar por revitalização

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Das situações que mais incomodam quem trabalha na área ou por lá circula, o tráfego de veículos é a principal – foto: Márcio Melo

Entra ano e sai ano, as reclamações sobre a desorganização do entorno da Manaus Moderna, Centro, continuam as mesmas. Sem fiscalização do poder público, o local abriga, além da desordem de um comércio ilegal, um trânsito caótico. Há pouco mais de um ano, o espaço passou por um processo de revitalização que custou aos cofres do município, aproximadamente, R$ 1 milhão.

A situação que mais incomoda quem trabalha na área ou por lá circula, para realizar compras ou apenas para o embarque no porto, com certeza, é o trânsito de veículos. Segundo populares, a ausência constante de agentes de trânsito, de normas para a circulação de veículos e sinalizações são problemas que vêm sendo discutidos há anos, mas que até o momento não tiveram solução.

“A situação aqui é bastante delicada. Não existe consciência por parte dos caminhoneiros e muito menos do Manaustrans, que só aparece aqui para multar. É preciso que seja feito um trabalho de orientação e organização deste espaço. É preciso ainda que a fiscalização seja constante, e que o sistema de carga e descarga seja feito somente à noite. As pessoas precisam vir comprar aqui e até querem comprar aqui, mas deixam de vir porque não há estrutura para recebê-las”, ressaltou o comerciante Joel Braga.

Outro ponto crítico citado pelos frequentadores é a obstrução do passeio público por barracas de vendas de passagens, churrasco e bebidas. Nem mesmo o projeto de revitalização, realizado recentemente, conseguiu dar um fim ao comércio ilegal, que além de trazer transtorno aos populares, vem causando prejuízos aos comerciantes.

“Para nós, comerciantes legalizados, existem centenas de procedimentos e regras a serem seguidos, mas para essas barracas que ficam no meio da calçada e até mesmo na rua, como uma de venda de lanche que já está instalada há anos na via, não existe lei. Nada é feito, nem mesmo uma fiscalização. Qualquer um chega aqui, abre a mala com mercadorias e começa a vender. Fizeram maior teatro, dizendo que iam reorganizar este local, que iam valorizar a frente da cidade, gastaram milhões de reais, e nada mudou. A bagunça continua a mesma ou até pior. Quem perde com isso somos nós”, disse um comerciante que preferiu não se identificar.

Abuso

Já os usuários dos serviços da Manaus Moderna reclamam da falta de estacionamento e, principalmente, da comercialização de espaço, feita pelos flanelinhas, que além de cobrarem taxas abusivas, ameaçam os populares.

“Não existe estacionamento para nós, consumidores. Todo o espaço é ocupado pelos caminhões que realizam o dia todo a carga e descarga de mercadoria. Chegam a fazer mão dupla e param onde quiserem. Quando existe uma vaga, temos que pagar por ela, pois os flanelinhas se consideram donos da rua, cobrando de R$ 5 a R$ 10. Caso o condutor não pague, é ameaçado e tem o carro danificado. À noite, esse local é macabro. É gente usando drogas, mulheres se prostituindo, tudo que não presta. O pior de tudo é que às vezes há policiais na Manaus Moderna, mas que preferem fazer vista grossa e fingir que nada está acontecendo. Isso aqui não tem mais jeito”, disse a autônoma Márcia Lima.

Monitoramento

Em relação ao trânsito, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) informou que, diariamente, direciona 15 agentes para monitorar o trânsito nessa via, em pontos fixos e em viaturas. O órgão destacou ainda que os agentes observam veículos estacionados em fila dupla, veículos fazendo carga e descarga em local proibido, veículos estacionados sobre a calçada e em canteiro central. O Manaustrans afirmou que a avenida está devidamente sinalizada e os condutores que desobedecem às leis de trânsito são autuados.

Por Gerson Freitas

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