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Manaus investiga casos de microcefalia em bebês

MS afirma qualquer caso de microcefalia investigado em área onde há casos de zika deve ser considerado como provável consequência da doença – foto: reprodução

MS afirma qualquer caso de microcefalia investigado em área onde há casos de zika deve ser considerado como provável consequência da doença – foto: reprodução

Manaus informou ontem, ao Ministério da Saúde (MS), sete casos de microcefalia em investigação. Até o momento não está comprovada a relação desses casos com infecção por zika vírus, porém, o órgão federal orientou aos municípios de todo o país a notificação imediata dos casos em investigação.

“A partir de agora, Manaus passa a colocar no seu boletim epidemiológico de zika vírus todos os casos de microcefalia que surjam na cidade, por um padrão recentemente estabelecido pelo Ministério da Saúde. Portanto, nós não tínhamos grávidas com suspeita de microcefalia em seus bebês que estavam sendo acompanhadas após a detecção de zika vírus, mas havia sete casos de microcefalia que estavam fora do boletim por não estarem, em nossa análise, relacionadas à infecção”, ressaltou o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto.

Baseados em critérios epidemiológicos e investigações que foram feitas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), não há relação com o zika, no entanto, com a nova orientação do Ministério da Saúde, que estabelece considerar todos os casos da doença da forma mais ampla possível a detecção desses casos, houve a inclusão de sete casos. “Uma vez que há a questão das grávidas asssintomáticas – sem sintomas – e elas serão 80% das grávidas que tiveram a infecção, existe essa preocupação. Mesmo que a pessoa não tenha nenhum sintoma da doença, ela pode ter sido infectada pela febre do zika vírus e desenvolver a microcefalia em seus bebês em razão disso”, disse.

O MS estabeleceu aos municípios que qualquer caso microcefalia investigado em área onde há casos de zika deve ser considerado como provável consequência da doença. “Ficamos com o entendimento de que, de fato não temos microcefalia associada ao zika vírus, mas para efeitos de computação, esses casos passam a ser considerados de acordo com as orientações do MS”, pontuou Homero.

Até 28 de fevereiro foram registrados 664 casos suspeitos do zika vírus em Manaus. Do total, 55 casos foram confirmados, sendo 24 gestantes. Outros 162 casos foram descartados e destes 18 em gestantes. Permanecem sob investigação 441 casos, 107 são gestantes. O Disque Saúde 0800 280 8280 já recebeu 2.683 denúncias de locais com possíveis criadouros de Aedes e 1.577 foram executadas. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) já implantou, até esta data, 791 brigadas de combate ao vetor, com 2.925 pessoas capacitadas.

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