Economia

Manaus é a ‘campeã’ de endividamento do Brasil

Inadimplência já atinge 38,1% da população da capital amazonense, que sente os reflexos das demissões no polo industrial – foto: Ricardo Oliveira

Inadimplência já atinge 38,1% da população da capital amazonense, que sente os reflexos das demissões no polo industrial – foto: Ricardo Oliveira

A inadimplência já atinge 38,1% da população de Manaus, índice mais alto entre todas as capitais brasileiras. Os dados foram divulgados na sexta-feira (5) pelo Serasa Experian. 

A capital amazonense apresentou ainda outros dados negativos, como a sexta posição no ranking das maiores taxas de desemprego (11,1%) e o 10º pior salário médio de todo o país (R$ 2.020).

De acordo com o economista Marcus Anselmo Evangelista, Manaus, diferentemente de outras capitais, tem seu esteio econômico baseado no Polo Industrial de Manaus (PIM), que apresenta um alto índice de demissões nos últimos meses, ao deixar mais de 30 mil trabalhadores desempregados e impossibilitados de honrar seus compromissos.

“Como em Manaus não temos muitas opões de plano B ou C, sem emprego esse trabalhador não consegue honrar seu compromisso, fica endividado e isso acaba afetando os números gerais de inadimplentes entre os manauenses”, explicou o economista.

Evangelista ressaltou que já existe uma expectativa de que esse número diminua nos próximos meses porque houve uma queda no número de demissões, ou seja, elas pararam de acontecer, porém ainda não está havendo um movimento grande de admissões. “Assim que acontecer, o número de inadimplentes vai diminuir gradativamente”, finalizou.

Alerta

A economista e educadora financeira Vera Oliveira alertou que o amazonense tem o péssimo hábito de continuar comprando mesmo já estando endividado. “As pessoas perderam o controle das suas contas. A maioria gasta mais do que ganha. A maioria dessas pessoas que está comprando já está endividada. O perfil hoje do manauense é muito consumista porque temos um custo de vida alta. Mas as pessoas não se deram conta de que é necessário mudar esse hábito”, explica Vera.

A economista enumerou dicas básicas para o consumidor evitar compromissos desnecessários e equilibrar as contas no fim do mês. Ela diz que é preciso viver de acordo com o orçamento e não gastar mais do que ganha e comprometer no máximo 50% do seu salário em compras.

Na hora de comprar um bem ou serviço, pesquise, no mínimo, em três estabelecimentos, para assim sempre encontrar o preço mais em conta, fazendo comparativos.

Segundo ela, a pessoa deve se perguntar se realmente precisa do produto ou serviço que está prestes a adquirir. “Se tiver alguma dúvida, deixe para fazer a compra no outro dia. Você pode acabar se dando conta de que não precisa daquilo”, disse a economista.

Vera informou ainda que o manauense tem hábitos ruins de comprar por impulso.

 

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