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Manaus confirma quatro casos de Chikungunya; outros 21 estão sob investigação

Vigilância segue redobrada na cidade quanto a infestação do mosquito Aedes aegipty, que também transmite a febre Chikungunya-foto: reprodução

Vigilância segue redobrada na cidade quanto a infestação do mosquito Aedes aegipty, que também transmite a febre Chikungunya-foto: reprodução

Quatro casos de transmissão autóctone (local) da febre Chikungunya, registrados na primeira quinzena de julho, foram confirmados e aguardam testes realizados pelo laboratório Instituto Evandro Chagas, para oficializar o resultado e em seguida ser enviada notificação ao Ministério da Saúde. Outros 21 casos suspeitos estão sob investigação epidemiológica ou laboratorial.

As vítimas são moradores da Zona Oeste de Manaus. Todas estão curadas. A suspeita dos casos levou a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) a realizar ações locais de bloqueio definidas em protocolo nacional. Imóveis da área de abrangência do risco foram inspecionados para verificação de prováveis focos de reprodução do mosquito Aedes aegipty (o mesmo que transmite a dengue) e os moradores foram orientados sobre medidas preventivas.

Pessoas febris ou com histórico recente de febre e outros sintomas compatíveis com a doença, foram submetidas a testes clínicos e laboratoriais, descartando a existência de outros doentes naquela região. Os outros casos suspeitos estão distribuídos em bairros das Zonas Norte, Sul e Leste. Em relação aos casos importados (pessoas que contraíram a doença em outros locais), Manaus tem 11 casos.

Dados do Levantamento Rápido do Índice de Instação por Aedes aegipty (LIRAa) mais recente, realizado em maio, apontam16 bairros da capital como prioritários para a vigilância. Nestas localidades, as ações de educação em saúde serão reforçadas, envolvendo, além de residências, pontos comerciais, centros de convivência, praças de alimentação e feiras populares. O objetivo é sensibilizar os moradores para reduzir a infestação de mosquito e informar sobre sinais e sintomas causados pelos vírus da dengue, Chikungunya e Zika. Em outubro, a Semsa fará novo levantamento para avaliar os resultados.

Mais um alerta técnico será enviado a partir desta semana a todas as unidades básicas, orientando os profissionais de saúde a suspeitarem de Chikungunya ao atenderem pacientes febris.

Por Joandres Xavier

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