Dia a dia

Manaus confirma mais 141 casos de Zika Vírus

Uma das estratégias da Semsa para prevenir o avanço da transmissão do vírus é a criação de Brigadas - foto: divulgação/Semsa

Uma das estratégias da Semsa para prevenir o avanço da transmissão do vírus é a criação de Brigadas – foto: divulgação/Semsa

De acordo com o Informe Epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (28) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Manaus possui mais 141 casos de zika vírus confirmados. Mais de mil agentes de saúde estão na rua para eliminar os criadouros do mosquito, orientando e pedindo a colaboração da população para checar possíveis focos do Aedes aegypti dentro de casa.

Desde que os casos da doença começaram a ser registrados, em Manaus, em dezembro do ano passado, 2.565 pessoas foram infectadas pelo zika e quase 3 mil casos suspeitos foram descartados. Uma das estratégias da Semsa para prevenir o avanço da transmissão do vírus é a criação de Brigadas.

Já são 2.008 formadas no Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde (Ciocs), no bairro Nossa Senhora das Graças, e 9.036 voluntários capacitados para ajudar na eliminação do mosquito em casa, no trabalho ou na rua.

A Semsa também orienta a população a denunciar focos do mosquito por meio do Disque Saúde (0800 280 8 280), que é gratuito. Até o dia 27 de julho, foram registradas 5.166 denúncias e 5.067 locais já foram inspecionados pelos agentes de endemias.

“Quase 100% da demanda do Disque Denúncia já foi atendida. Estamos em guerra contra o mosquito, principalmente porque os jogos olímpicos vão acontecer em Manaus e tanto a população quanto os turistas precisam estar atentos para não deixar o Aedes procriar”, disse o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto.

A capital amazonense continua em alerta contra o zika vírus e está em Situação de Emergência, destacou Homero. O Decreto nº 3.331, de 1º de junho de 2016, publicado no Diário Oficial do Município, edição nº 3899, declarou a situação anormal em Manaus, em razão da epidemia por doenças infecciosas virais, pelo período de 180 dias.

“Iremos massificar as orientações à população com material educativo em rádio, TV e jornais, além de outras mídias, tudo já autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), para que a população fique permanentemente atenta e nos ajude a eliminar os criadouros, que na maioria das vezes está dentro de casa, em locais que muitas pessoas nem imaginam, como um bebedouro e atrás da geladeira”, citou Homero.

O secretário informou que Manaus teve 19 bebês notificados com suspeita de microcefalia relacionada ao Zika e, continua com um caso confirmado, e quatro sem relação com o vírus. Cinco bebês tiveram a microcefalia descartada e nove estão em investigação. Sobre as grávidas, são 1.083 foram notificadas, 603 casos foram descartados, 398 confirmados com a doença e 82 estão sendo investigados.

A Vigilância Sanitária do Município (Visa Manaus) tem tido papel fundamental no combate ao zika, destacou o secretário. Já foram realizadas 1.569 inspeções em imóveis, com 11 autuações. A multa para quem tiver terreno com alto índice de infestação chega a 400 Unidades Fiscais do Município, ou seja, R$ 37.188,00.

Cuidados

O secretário alertou que os cuidados com a zika vírus são os mesmos aplicados aos vírus da dengue e chikungunya, também transmitidos pelo Aedes, e que devem ser diários. No caso das grávidas, elas devem redobrar a atenção, evitando a proliferação do mosquito em casa, retirando o excesso de água dos vasos com plantas e evitando acumular garrafas, copos e pneus no quintal.

“Esses objetos facilmente acumulam água da chuva e se tornam um criadouro natural. Os reservatórios de água da geladeira, que também acumulam água, devem ser limpos com regularidade”, lembrou Homero. “As grávidas devem usar roupas de manga longa e calças, que cubram o máximo possível do corpo. Elas devem evitar o contato do mosquito com a pele. Como Manaus é quente, os tecidos têm que ser leves”, completou Homero, acrescentando que o uso do repelente também é fundamental.

O vírus zika é transmitido pelo mosquito da dengue (Aedes aegypti) e também tem sintomas parecidos com os da dengue, embora mais suaves. Há casos em que a febre zika, como ficou conhecida, sequer apresenta sintomas. Os sintomas se resumem a febre, náuseas, dores e manchas pelo corpo que desaparecem em até cinco dias. Não há tratamento para o zika. Assim como a dengue, o doente é curado com remédios para dor, febre e hidratação.

Com informações da assessoria

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