Economia

Manaus Ambiental amplia combate ao desvio de água

Somente em 2015, fiscalização da Manaus Ambiental encontrou 33 mil ligações irregulares na capital – foto: divulgação

Somente em 2015, fiscalização da Manaus Ambiental encontrou 33 mil ligações irregulares na capital – foto: divulgação

Apesar dos preços acessíveis cobrados pelo consumo de água, o índice de ligações clandestinas continua alto em Manaus. Somente em 2015, a fiscalização encontrou 33 mil ligações irregulares na cidade, volume que representa 10% de todo o sistema de abastecimento de água da capital amazonense, segundo dados da concessionária Manaus Ambiental.

Os consumidores de água potável e do sistema de abastecimento regular de Manaus devem denunciar ligações clandestinas próximo a suas residências.

O famoso ‘gato’, ao invés de ser um caminho para a economia, é um crime e compromete toda a rede hidráulica de um determinado bairro, deixando cidadãos de bem sem a devida quantidade de água para o uso doméstico.

“Quando a pessoa não se conecta ao sistema público e usa ligações clandestinas, ela fragiliza o sistema que busca a universalização que traz o bem comum. As conexões clandestinas prejudicam ao cidadão, ao próprio vizinho e a si mesmo”, disse o diretor comercial da Manaus Ambiental, Guido Fontgalland.

Segundo ele, as ligações clandestinas comprometem o abastecimento de água de uma localidade, pois a água precisa de pressão e, quando alguém faz um “gato”, ela tira a pressão, prejudicando assim o sistema hidráulico da região.

Abrangência
Hoje, o abastecimento de agua potável vindo da Manaus Ambiental percorre em torno de 3,7 mil quilômetros.

Mesmo com toda a extensão territorial, Guido afirmou que não há falhas de abastecimento vindo da concessionária, mas, sim, problemas técnicos, como os de energia, além de locais que têm crescimento e construções desordenadas, que afetam a distribuição de água.

“Para bombear a água, é preciso ter bastante energia e tivemos problemas técnicos nesse sentido, porém, podemos atender toda a nossa demanda. As ocupações são os locais com maior dificuldade pois as casas são construídas sem orientação técnica”, observou o diretor.

Gasto
Guidos informou ainda que, em média, uma família que ganha dois salários mínimos, tem um gasto de R$ 40 a R$ 80 por 15 mil litros de água. Esse valor é só 4% de todo o gasto da família.

Mesmo com o preço considerado acessível, a concessionária registrou 33 mil ligações irregulares em 2015. “Não vale a pena praticar um crime para não pagar um preço acessível pelo abastecimento de água na residência”, ponderou.

Quem realiza ligações clandestinas não terá descanso, pois a fiscalização será mais ostensiva e as punições serão rigorosas, segundo Guido. “Quem utiliza agua irregularmente não vai ter descanso, nós estaremos no encalço”, enfatizou o diretor da Manaus Ambiental.

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