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A Paralisação dos rodoviários em Manaus afetou 110 mil usuários do transporte coletivo

 A categoria dos rodoviários reivindica 20% de aumento salarial, sendo que os empresários não querem pagar o valor solicitado - foto: Diego Janatã

A categoria dos rodoviários reivindica 20% de aumento salarial, sendo que os empresários não querem pagar o valor solicitado – foto: Diego Janatã

A paralisação de 30% da frota de transporte coletivo de Manaus afetou 110 mil pessoas, somente na manhã desta segunda-feira (16), em todas as zonas da cidade. O serviço está interrompido, parcialmente, desde o último sábado (14).

Os rodoviários reivindicam o pagamento do dissídio de 20%, além de ticket alimentação no valor de R$15, vale lanche no valor de R$ 9, além de cesta básica. No entanto, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) diz não ter condições financeiras de atender as solicitações.

Conforme o Sinetram, cerca de 110 mil usuários do transporte coletivo de Manaus foram afetados somente na manhã de hoje, o número segundo o órgão pode aumentar já que os rodoviários paralisaram no início da tarde 70%  das frotas.

As pessoas que, em plena segunda-feira, ainda tentaram a sorte indo a parada de ônibus se frustraram com o longo período de espera por um coletivo. A diarista Ruth Campos, 36, que todos os dias utiliza a linha 128, no bairro Compensa II, para ir trabalhar afirmou estar indignada com a situação.

A diarista destacou que os prejudicados são os trabalhadores que, como ela, tem hora para iniciar o serviço. “Essa situação é uma falta de respeito com a população. Estou há quase duas horas esperando o ônibus, agora todo dia é isso, eles querem aumento e enquanto não conseguem a gente que sofre com essa palhaçada”, observou.

Também em uma longa espera, a auxiliar de caixa, Mariana Dantas, 26, disse que passou uma hora na parada. Segundo ela, isso está trazendo prejuízos a população manauense que já utiliza um transporte precário. “Me sinto lesada com tudo isso, tenho hora para chegar no trabalho, todo dia é isso e ninguém toma nenhuma providência. Melhorar as condições dos ônibus ninguém quer, mas aumento todos querem” disse indignada.

De acordo com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) enquanto o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) diz não ter como conceder o reajuste e do outro lado o Sindicato dos Rodoviários afirma estar lutando pelo direito da categoria, quem sofre é a população que, diariamente é penalizada pela paralisação de parte da frota. Conforme o prefeito, ele está “farto deles” e não há mais espaço para a perda de tempo no que diz respeito ao transporte público.

“Eu estou farto deles. É um complô entre patrões e lideres rodoviários. Hoje eu autorizei os Executivos e Alternativos a irem ao centro e se essa palhaçada não acabar vou autorizá-los a entrar nos terminais. Eles não podem me empurrar a dar um reajuste de tarifa que não vai acontecer”, disse o prefeito ao destacar que o prazo para dialogar é até hoje, pois, segundo ele, não há mais tempo a perder. “As paralisações estão sendo por nada. Já tínhamos conversado com os patrões e os trabalhadores, mas eles estão prejudicando o povo. A chance de ouro de dialogar comigo é essa ou terei que dar uma lição neles”, disse.

Por Asafe Augusto e Mara Magalhães

Matéria atualizada às 13h12

 

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