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Manauenses empurram a crise para o ano que vem

Enquanto consumidores lotam as ruas do Centro a procura das compras de Natal e Ano Novo com o 13º salário em Manaus, representantes dos lojistas diz que vendas serão menores - foto: Ricardo Oliveira

Enquanto consumidores lotam as ruas do Centro a procura das compras de Natal e Ano Novo com o 13º salário em Manaus, representantes dos lojistas diz que vendas serão menores – foto: Ricardo Oliveira

Consumidores manauenses ignoram a tão falada crise econômica, que há pelo menos 12 meses vem assombrando o país. Com o 13º salário na conta, desde a última sexta-feira (13) milhares de pessoas foram ao tradicional comércio varejista do Centro, Zona Sul, e aos shoppings espalhados pela cidade para gastar com as compras de Natal e Ano Novo.

Um levantamento feito pelo EM TEMPO mostrou que a maioria da população que vem frequentando o centro da cidade nos últimos dias, com a intenção de comprar o presente de Natal, está disposta a deixar no comércio todo o benefício trabalhista. Entre as justificativas está a falta de planejamento.

É o caso da agente de saúde, Noemia Batista, que manhã de desta terça-feira (22), mesmo com a chuva, decidiu ir ao Centro para escolher os presentes que serão distribuídas na noite de Natal. A servidora comentou que ainda não recebeu a segunda parcela do 13º, mas quando estiver disponível no seu orçamento, com certeza será o complemento para finalizar as compras dos festejos dessas últimas semanas do ano.

“Estou pesquisando preços e comprando já algumas coisas com o dinheiro do meu salário, mas assim que me pagarem o 13º salário, não tenha dúvida que todo o dinheiro será destinado para os gastos do natal e da virada do ano”, frisou.

A mesma decisão é compartilhada pelo servente de obras, Paulo Queiroz. Ele destacou que uma família de baixa renda não tem estruturas financeiras para realizar planejamento a longos prazos e que toda renda mensal, inclusive o 13º será injetado nas festas de final de ano.

“Uma pessoa que ganha um salário mínimo não tem a possibilidade de guardar dinheiro, muito menos para investir em festas. Portanto, aproveito que todo final ganho esse extra que é meu 13º salário para comprar a ceia e os presentes das crianças. Em relação ao início do ano, período em que as finanças ficam complicadas para a maioria das famílias, eu ajusto o que for necessário com o salário do mês”, disse.

Planejamento

Por outro lado, existem aqueles que preferem se programar para evitar contratempos no orçamento do mês. A industriaria Nilzione Portela é uma das brasileiras que planeja antes de comprar. Ele afirma que o 13º salário será usado em outra ocasião. “Venho guardando dinheiro desde o início do ano. Me planejo e vejo quanto posso gastar nas compras dos festejos de fim de ano. O meu décimo está guardado e será usado somente em caso de extrema necessidade. Sabemos que existe uma crise e temos que estar preparados para enfrentá-la”, comentou.

Outra pessoa que prefere ter um fundo de reserva é o autônomo José Ricardo. Ele afirma que imprevistos acontecem e todo pai de família deve estar prevenidos para essas eventualidades. “Neste ano, em especial, decidi comprar só o necessário. Vestuário e presentes de natal somente para os filhos e algumas “lembrancinhas” para os mais chegados. Usei só um terço do 13º salário para isto, o resto vou guardar para a compra de materiais escolares e outras situações”, concluiu.

Por Gerson Freitas

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