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Malaysia Airlines confirma que peça é de um Boeing-777, diz vice-premiê

O vice-premiê da Malásia, Abdul Aziz Kaprawi, afirmou nesta sexta-feira (31) que a Malaysia Airlines confirmou que o destroço encontrado ilha francesa de Reunião, no oceano Índico, é um flap de um Boeing-777.

O modelo é o mesmo do avião da companhia aérea que desapareceu em 8 de março de 2014, enquanto fazia o voo MH370 entre Kuala Lumpur e Pequim com 239 pessoas a bordo.

Segundo Kaprawi, a empresa teria feito a confirmação através do número gravado na peça encontrada na quarta (29). Para ele, é um indício de que os investigadores “estão se aproximando da resolução do mistério”.

Ele disse, no entanto, que era preciso esperar a análise do material. O destroço foi levado nesta sexta (31) ao escritório da agência de aviação da França em Toulouse. A Boeing também enviará técnicos para analisar a peça.

Até o momento, a Malaysia Airlines não comentou sobre a informação dita pelo vice-premiê. Na última quinta (30), a empresa havia dito que era “muito prematuro” especular sobre a origem do destroço.

O pedaço de metal encontrado na ilha Reunião apresenta o número “657BB”, motivo pelo qual a principal hipótese é que seja um flap do avião. A peça fica na asa e, em conjunto, é responsável pela sustentação das aeronaves.

De acordo com especialistas, um avião que perdesse uma destas peças teria que fazer um pouso não programado. Porém, não há registros de que nenhum pouso ou acidente na região devido a este tipo de avaria.

Confiança

A partir deste dado, os investigadores consideram grandes as chances de a peça ser do avião. O líder das equipes de resgate, Martin Dolan, disse que tem “confiança crescente” de que o destroços pertençam ao Boeing-777.

“Nós esperamos que neste período curto nós sejamos capazes de ter uma informação mais confiável. Esperamos que isto saia nas próximas 24 horas. Mas a confirmação oficial só virá da Boeing.”

O vice-premiê da Austrália, Warren Truss, país que lidera as buscas, disse que a descoberta pode ser uma grande pista, mas que não necessariamente resolverá o mistério por trás do acidente.

“Depois de 16 meses, com a variação das marés, esta solução é quase impossível. E também acho que isso [o flap] não ajudaria a ter conhecimento de onde está o avião neste momento.”

Por Folhapress

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