Política

Mais um inquérito contra Adail

Segundo o relatório da CPI, Adail Pinheiro utilizou verba pública para pagar advogados que atuaram em sua defesa – foto: arquivo EM TEMPO

Segundo o relatório da CPI, Adail Pinheiro utilizou verba pública para pagar advogados que atuaram em sua defesa – foto: arquivo EM TEMPO

O promotor de Justiça de Coari, Felipe Fish, instaurou, ontem, um inquérito civil público para apurar pagamentos irregulares a advogados e fornecedores durante a gestão do ex-prefeito Adail Pinheiro (PRP), que está preso no Centro de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar, em Manaus, desde 8 de fevereiro de 2014, acusado de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes no município.

Os pagamentos irregulares foram identificados durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, instaurada pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

Segundo o relatório da CPI, Adail Pinheiro utilizou verba pública para pagar advogados que atuaram em sua defesa nos processos no qual é acusado de exploração sexual de menores.

De acordo com o inquérito civil público em tramitação no Ministério Público do Estado (MPE), o órgão vai investigar o pagamento aos advogados Francisco Balieiro e Chriscia Teixeira Figueiredo, acusados de atuar, simultaneamente, como advogados do município e do então prefeito Adail Pinheiro. Segundo o MPE, além de atuar na defesa do município e do ex-prefeito, Chriscia Teixeira Figueiredo também era contratada na assessoria jurídica do desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Wellington Araújo.

A portaria que instaura o inquérito foi publicada ontem no Diário Oficial do MP. No texto, o promotor informou “que existem indícios de que foram feitos pagamentos indevidos a fornecedores da Prefeitura de Coari, tais como, os indiciados a Elias do Nascimento Santos, Euclides Ribeiro e Filhos, Antônio Benigno Pinto, Roberta Pereira Simões, CRS Comércio de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda. D. Maciel Fragoso EPP, HRA de Souza ME, Preta Cor Serviços Gráficos, Rildo Ferreira Lessa ME, Tecidos Finos Comércio e Confecções Ltda., ESC Locadora de Veículos, Medquip Comércio de Equipamentos, pessoas físicas e jurídicas que receberam vultosas quantias monetárias, dinheiro público do patrimônio municipal”.

Os investigados foram notificados pelo MP e devem ser ouvidos pelo promotor do município, além de apresentarem provas documentais que comprovem a legalidade e legitimidade dos serviços e/ou produtos prestados ao Executivo municipal de Coari.

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