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Mais de 50 mil pessoas devem passar pelos cemitérios no Dia das Mães, em Manaus

No cemitério Nossa Senhora Aparecida, localizado na avenida do Turismo, bairro Tarumã, Zona Oeste, a movimentação foi maior - foto: Diego janatã

No cemitério Nossa Senhora Aparecida, localizado na avenida do Turismo, bairro Tarumã, Zona Oeste, a movimentação foi maior – foto: Diego janatã

A movimentação nos cemitérios de Manaus, na manhã deste domingo (7), Dia das Mães, foi intensa. Vários filhos foram até o local prestar homenagens às mães que morreram. Conforme a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), a estimativa é que 50 mil pessoas passem pelos seis cemitérios da capital.

No cemitério Nossa Senhora Aparecida, localizado na avenida do Turismo, bairro Tarumã, Zona Oeste, a movimentação foi maior. Para muitos, o clima era de muita tristeza, outros, de alegria. Como é caso da artesã Maria dos Remédios, 52, que foi ao cemitério na companhia de mais três irmãs. Elas relataram que desde 2014 passaram a visitar o cemitério todo o dia 17 de cada mês. E hoje, no Dia das Mães, a visita foi especial.

“Minha mãezinha se foi há dois anos atrás. A saudade ainda é muito grande, mas a dor se foi.  Temos a certeza de que ela está bem melhor e isso nos deixa aliviada. Hoje, viemos prestar uma homenagem em gratidão por tudo que ela fez e representa para nós”, disse a artesã.

Após fazerem uma oração, as filhas recordaram o comportamento gentil e generoso da mãe. “ Ela era uma pessoa muito acolhedora. Recepcionava muito bem os netos, parentes e amigos. Era conhecida como ‘Maria Bocadinho’, pelo jeito generoso de ser. Quando estávamos na mesa para comer, ela fazia questão de servir as nossas refeições, e dizia: um bocadinho pra ti, um bocadinho pra você. Foi guerreira, e nos ensinou a viver com humildade. Só temos a agradecer por tudo”, disse Maria dos remédios.

Já no Cemitério São João Batista, no Boulevard, Zona Centro-Sul, a movimentação foi menor no período da manhã. Aproximadamente 50 famílias prestavam homenagens no local.

A universitária Brenda Costa Guimarães 24, que esteve acompanhada dos dois irmãos de 18 e 14 anos, disse que este é o primeiro ano longe da mãe. “É difícil aceitar a ausência dela. Nunca imaginei sentir a dor que eu sinto. Nunca estamos preparados para perder alguém, principalmente a nossa mãe. Eu queria que ela estivesse com a gente, mas hoje, a única forma de homenageá-la é vindo ao cemitério, trazer flores e rezar por ela, lamentou a estudante.

Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) estão nas proximidades dos cemitérios para controlar o fluxo de veículos nos locais.

Por Bruna Amaral

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