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Mais de 50 famílias da Cidade das Luzes vão para galpão cedido por empresário

Para chamar a atenção do poder público, as famílias farão um pequeno acampamento na rua em frente ao galpão onde estão alojadas – foto: divulgação

Para chamar a atenção do poder público, as famílias farão um pequeno acampamento na rua em frente ao galpão onde estão alojadas – foto: divulgação

Sensibilizado com a situação vivida pelos moradores da comunidade Cidade das Luzes, um empresário que mora próximo ao local que aconteceu a desapropriação do terreno, cedeu um pequeno galpão onde estão concentradas mais de 50 famílias.

Várias pessoas ainda estão acampadas em meio a rastros e destruição deixadas na última reintegração de posse da comunidade Cidade das Luzes. São adultos, jovens e crianças que dormem no mesmo local onde ficam suas antigas casas, sem segurança, sem conforto em meio a palhas secas e fogueiras feitas para aquecer e iluminar o local.

Muitos deles afirmam não ter para onde ir, outros dizem que dormem para proteger seus pertences que não conseguiram retirar do local. Ainda na noite ontem era possível ver a saída e entrada de veículos carregados com vários objetos.

A equipe do EM TEMPO esteve no local cedido pelo empresário e se deparou com os desabrigados que dividiam um jantar, fruto de doações. Eles demostravam sua revolta e afirmavam que ainda esperavam uma solução do poder público.

Uma das moradoras, que não quis ser identificada, informou que lamentou o ato de desespero que tirou a vida de um dos moradores do local, que ateou fogo em si próprio. Segundo ela, o rapaz tinha esposa e cinco filhos e vinha de duas outras ocupações. Ela afirmou que ele tinha esperança que os filhos pudessem crescer na comunidade.

Ainda no galpão, três mulheres que não quiseram ser identificadas dormem juntas no local da invasão e afirmaram que não têm para onde ir. Além disso, uma protege a outra na escuridão do local.

Os moradores que estavam no local há mais de 2 anos, afirmaram que perderam tudo e que haviam feito um grande investimento no bairro. Eles disseram ainda, que o próprio poder público estava fazendo um trabalho na comunidade para combater o mosquito da malária e outras ajudas na área da saúde. Conforme eles, isso dava esperança para a população que esperava a regularização do bairro.

Para chamar a atenção do poder público, as famílias afirmaram que farão um pequeno acampamento na rua em frente ao galpão onde estão alojados. Se nada for resolvido, eles prometem fazer uma manifestação em frente à sede do governo e também da prefeitura.

Por Henderson Martins

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