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Mais de 40 policiais militares presos fazem motim no Batalhão de Policiamento de Guardas

Do total de presos, cinco cumprem pena no regime fechado e o restante por medidas indisciplinares - foto: divulgação

Do total de presos, cinco cumprem pena no regime fechado e o restante por medidas disciplinares – foto: divulgação

Mais de 40 policiais militares que estão presos na carceragem do Batalhão de Policiamento de Guardas (BPG) da PM, localizada na avenida Margarita, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus, realizaram um motim no local, nesta quinta-feira (21). Os policiais reivindicam assistência médica, banho de sol e visitas, que, segundo os detentos, estão cortadas.

Do total de presos, cinco cumprem pena no regime fechado e o restante por medidas disciplinares.

O tumulto, de acordo com a polícia, começou às 10h, quando os internos atearam fogo nos colchonetes, dentro das celas, para chamar atenção da polícia. Como os guardas não cederam, os presos tiveram que quebrar as grades de algumas das sete celas – que estavam em más condições – com pedaços de ferro e, até mesmo com a força bruta  para poderem sair sem lesões.

Um dos presos, que não quis se identificar, relatou que eles “passam o dia todo sem comida e presos na cela, sem ao menos sair para tomar o banho de sol, que é um direito”.

De acordo com o representante da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, um dos policiais presos sofre de esquizofrenia e precisa de medicação emergencial. “Eles estão nos tratando como bichos”.

Conforme relatos dos soldados, o coronel Hildeberto Barros, diretor do Departamento de Justiça e Disciplina (DJD), foi ao batalhão, depois do motim, ameaçar os policiais que participaram da ação. No entanto, o dirigente desmentiu a versão dos PMs e afirmou que foi ao local para negociar com os advogados dos militares, além dos presidentes de classes da categoria.

O presidente do DJD afirmou que será aberto um inquérito policial para investigar o motim e antecipou que se configurado crime, medidas administrativas cabíveis serão tomadas e os envolvidos responderão por mais um delito. “Os presos têm o direito de receber visita e isso é cumprido dentro do batalhão. Esse não é o motivo pelo qual eles resolveram fazer esse motim. Mas vamos investigar e punir os envolvidos caso seja confirmado como crime”, disse o coronel.

Por Lindivan Vilaça

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