Dia a dia

Mais de 40 mil são prejudicados no terceiro dia de greve dos rodoviários em Manaus

Em empresas como Líder e Vega há paralisação de 100% da frota - foto: Josemar Antunes

Em empresas como Líder e Vega há paralisação de 100% da frota – foto: Josemar Antunes

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Manaus entrou no terceiro dia consecutivo prejudicando mais de 40 mil pessoas na manhã desta quarta-feira (9), segundo estimativas do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo do Amazonas (Sinetram).

Os usuários das zonas Norte, Oeste e Centro-oeste  da capital estão entre os mais prejudicados. Em empresas como Líder e Vega há paralisação de 100% da frota. Já a São Pedro liberou apenas 16 dos 135 veículos que possui para circularem.

As paradas de ônibus estão lotadas de gente esperando pelos ônibus que continuam nas garagens sem sair para atender à população.

Segundo funcionários dessas empresas, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus (STTRM) não está impedindo a entrada de ninguém nas garagens. Os próprios colaboradores decidiram paralisar em protesto a mais de sete meses de constantes atrasos nos vencimentos e falta de pagamento de direitos trabalhistas.

“Há sete meses estamos tendo problemas no pagamento dos nossos direitos”, reclamou o motorista Nadiel da Silva, também membro do conselho fiscal do STTRM.

Multa
Na última sexta-feira (4), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que apenas 30% dos ônibus poderiam parar durante a greve dos rodoviários e que 70% deveriam estar nas ruas, sob pena de o STTRM ter de pagar R$ 200 mil em multa diária. Mesmo assim, nesta quarta-feira, os usuários de algumas zonas foram surpreendidos com a paralisação total de algumas empresas.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, no entanto, alega que a determinação da Justiça está sendo cumprida. “Se somados os carros somente da Global e da Eucatur (Rondônia) são 1.400 ônibus, o que equivale aos 70% da frota”, argumentou Josildo Oliveira.

Ainda segundo Josildo, uma reunião com o prefeito Arthur Neto deve ocorrer ainda na manhã de hoje, porém, se não houver um acordo favorável aos trabalhadores, aí sim vão paralisar 100% da frota. “Ninguém vai trabalhar de graça. As empresas não estão cumprindo suas obrigações e o trabalhador não pode ser penalizado. Se não tiver uma decisão satisfatória, vamos parar tudo e depois recorremos sobre a multa”, falou ao EM TEMPO.

Por equipe EM TEMPO Online
Com informações de Josemar Antunes

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