Dia a dia

Mais de 300 moradores da ‘Cidade das Luzes’ poderão ficar desabrigados após reintegração prevista para quinta-feira

Na primeira tentativa de desocupação da área houve um tumulto entre moradores e policiais – foto: Márcio Melo

Na primeira tentativa de desocupação da área houve um tumulto entre moradores e policiais – foto: Márcio Melo

Aproximadamente 300 pessoas ficarão desabrigadas após a demolição de  barracos e casebres irregulares  que serão demolidos durante reintegração de posse na ‘Cidade das Luzes’, prevista para a próxima quinta-feira (10) . De acordo com o secretário do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), Frederico Mendes, a invasão, localizada no Tarumã, Zona Oeste, é mantida pelo crime organizado.

“A área foi toda comandada pelo tráfico de drogas. Tem postes e abertura de ruas, logicamente pela atuação de traficantes. Não podemos ser levianos e afirmar que todas as pessoas que estão lá são meliantes, no entanto, se trata de uma coordenação através do tráfico e do crime organizado para operar”, afirmou o secretário.

Segundo Mendes, apesar da retirada de pessoas envolvidas em crimes, a área não se encontra pacífica. Ele afirma que o local é comandado pela facção Família do Norte (FDN)  e que, entre as irregularidades existentes, violações ambientais também são cometidas, assim como pessoas que estão se ‘aproveitando’ da situação.

O defensor público Carlos Alberto Almeida Filho, existem dois processos em trâmite nas Justiças Federal e Estadual.  O mais antigo deles é uma reintegração de posse movida por Hélio Carlos de Carli, contra os ocupantes do terreno da ‘Cidade das Luzes’, em que alega se tratar de sua propriedade.

Por conta da existência de indígenas no local, as defensorias do Estado e da União, do Ministério Público Federal e a Fundação Nacional do índio (Funai) afirmaram que a competência para a discussão desse processo não seria na justiça estadual, o que se deu início à suspensão do processo.

Na tarde de quarta-feira (3), os órgãos envolvidos afirmaram que seria necessária uma análise mais detalhada quanto à questão social dos moradores, o domínio da propriedade, uma vez que o suposto proprietário não provou a real posse do terreno.

O processo estadual, que é o mais recente, movido no segundo semestre desse ano, afirma que não se trata de uma reintegração de posse e sim de uma ação civil pública por violação ao meio ambiente, por conta de alegadas questões de desmatamento, poluição de igarapés, entre outros danos.

Embora o secretário afirme que a ocupação ilegal é mantida pelo crime organizado, defensoria pública entende que nem todos os ocupantes têm envolvimento com a criminalidade.

“Nosso questionamento é que efetivamente existe famílias morando, de diversas destinações que precisam ter a identificação de quem seja, não é um cadastro e sim fazer como determina a constituição. Existem haitianos, alagados de Iranduba, existem pessoas que são frutos de outras invasões”, ressaltou.

Por Luís Henrique

1 Comment

1 Comment

  1. luciano cesar bentes dos santos

    5 de dezembro de 2015 at 11:46

    eu so morador do bairro cidade das luzes , e muito facio falar das familias que ali residen ,minha pergunta e porque que a sustiça nao fez questao quando tava no inicio so depois que ta tudo limpo querem tirar as familias do local um recado as querem a terra as mesma força que vcs usam contra familias que ali residem deveriam acabar com a criminalidade opera nao nossa cidade ali tem familias diquinas e nao condenar a todos que ali estao .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir