Dia a dia

Mais de 300 materiais proibidos foram apreendidos com visitantes em unidades prisionais, aponta Seap

Seap) registrou a apreensão de mais de 300 itens proibidos com visitantes em procedimentos de revista na entrada do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) - Foto: Ricardo Oliveira/Arquivo EM TEMPO

A Seap registrou a apreensão de mais de 300 itens proibidos com visitantes em procedimentos de revista na entrada do regime fechado – Foto: Ricardo Oliveira/Arquivo EM TEMPO

De janeiro a maio deste ano, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) registrou a apreensão de mais de 300 itens proibidos com visitantes em procedimentos de revista na entrada do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). O número consta do balanço divulgado nesta quinta-feira (9), pelo órgão.

Segundo o secretário da Seap, Pedro Florêncio, em fevereiro as unidades do Ipat e CDPM receberam do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) novos equipamentos de segurança e inspeção eletrônica. “As unidades receberam máquinas de Raios X, portais detectores de metais, raquetes e banquetas. Em março o Compaj também recebeu os mesmos materiais, que agilizam as revistas, são mais eficientes e seguros. Com o auxílio desses equipamentos foram impedidos que todos os materiais proibidos entrassem nas unidades, atacando então a origem do problema”, explicou o secretário.

Entre os materiais apreendidos com visitantes que tentaram entrar nas unidades, os itens mais comuns foram entorpecentes e telefones celulares, sendo 57 “trouxinhas”, quatro porções de maconha e 35 aparelhos celulares. Chaves de fenda, joias e chips de celulares vem logo em seguida, respectivamente com 32, 29 e 24 unidades.

Os demais objetos encontrados em posse dos visitantes e que foram impedidos de entrar são: bateria de celular (17), fone de ouvido (17), carregador de celular (13), cartão de memória (10), bebidas alcóolicas dentro de garrafas pets (9 litros), cabo USB (8), pen-drive (1), documentos falsos ou de outra pessoa (8), facas (8), outros objetos perfurantes (7) e demais objetos.

Pedro Florêncio ressalta que esse é o resultado de procedimentos bem executados no primeiro contato que os visitantes têm quando chegam às unidades. “Todo material que entra para os internos junto com os visitantes deve ser bem revistado pelos agentes de socialização e pelas equipes de plantão da Seap que estão nas unidades nos dias de entrega de objetos e nos finais de semana quando acontecem as visitas. Uma revista bem feita evita que os materiais ilícitos cheguem às mãos dos internos”.

Equipamentos

Todos os equipamentos recebidos foram adquiridos pelo Departamento Nacional Penitenciário (Depen) e doados para unidades prisionais em todo o Brasil.

Pedro Florêncio explica que a expectativa é que as demais unidades recebam o mesmo material após os Jogos Olímpicos, aumentando a produtividade e fiscalização. “Todo o aparato recebido pela Seap se utiliza de materiais altamente modernos que estão auxiliando no combate a entrada de objetos proibidos. O resultado dos cinco primeiros meses no ano mostra que não só os equipamentos estão sendo bem utilizados, mas também os profissionais estão capacitados e empenhados em colaborar na segurança nas unidades prisionais e para manter a ordem e disciplina no sistema”.

Nos dias 15 e 16 de fevereiro passado, os servidores do sistema prisional participaram de uma capacitação feita pelo Depen para o manuseio dos equipamentos, que possibilitam que as revistas vexatórias e constrangimentos com as visitas sejam evitadas.

 

Com informações da assessoria

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