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Mais de 150 pessoas fazem protesto durante velório de líder comunitária em Manaus

O protesto ocorreu nesta sexta-feira, durante o velório da líder comunitária - foto: Josemar Antunes

O protesto ocorreu nesta sexta-feira, durante o velório da líder comunitária – foto: Josemar Antunes

Mais de 150 pessoas protestaram a morte da líder comunitária Maria das Dores Salvador Priante, 52, assassinada na quinta-feira (13) com 12 tiros no ramal do Gasoduto, quilômetro 52, no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) durante o velório nesta sexta-feira (14).

O protesto aconteceu na tarde de sexta-feira (14), por volta das 14h, em frente à funerária Almir Neves, na avenida Joaquim Nabuco, no centro da capital.

Os moradores pedem Justiça pela morte de 'Dora Priante' - foto: Josemar Antunes

Os moradores clamam por Justiça após morte de ‘Dora Priante’ – foto: Josemar Antunes

De acordo com Cristiane Teles, 46, do movimento União Nacional por Moradia Popular, a proposta é pedir ao governador José Melo (Pros) e ao secretário da Secretária de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes, uma ação mais eficaz para prender os envolvidos na morte da líder.

“Queremos empenho da segurança pública na rigidez para desvendar este crime. A líder lutava para que a terra fosse dividida para os moradores trabalharem na produção agrícola. Ela não fazia mal a ninguém. Só queria igualdade”, disse.

Ismael Oliveira, 51, da Cooperativa dos Produtores Rurais e Assentamentos do Estado do Amazonas (Cooperam), informou que a líder comunitária sofria ameaças constantes de Adson Dias da Silva, o ‘Pinguelão’, com quem tinha uma rixa pessoal por contas de posses de terra. Adson já teria sido notificado em 26 Boletins de Ocorrência (B.O) por conta de ameaças de morte.

“Antes do crime, o ‘Pinguelão’ chegou para ‘Dora’ com o dedo apontado na cara e disse que seus dias estavam contados”,  esclareceu Oliveira.

Conforme Oliveira, na noite de quarta-feira (13), por volta das 20h, quatro homens armados invadiram a casa de ‘Dora Priante’, enquanto o outro homem aguardava no carro. Durante a ação, o caseiro tentou defender a líder, mas foi brutalmente espancado pelos criminosos.

“Os quatro homens chegaram de forma violenta e se identificaram como policiais. Em seguida,  ‘Dora’ foi arrancada de dentro de casa e levada. Pela manhã tivemos a notícia triste”, comentou.

Há dois anos, a vítima e o suposto autor brigavam pela liderança da comunidade Portelinha, que abriga 400 famílias. Ambos se apresentavam como presidentes do local, por esse motivo as brigas e ameaças eram frequentes.

O companheiro da vítima, Gerson Priante, disse que ‘Pinguelão’ seria traficante e que responde a 10 processos por estelionato. Há um mês, o irmão e o pai dele foram presos pela Polícia Federal com várias armas.

O sepultamento de ‘Dora Priante’ aconteceu no cemitério Parque Tarumã, Zona Oeste da cidade. A missa de sétimo dia será realizada pela família e amigos, no município de Iranduba. Uma nova manifestação de protesto está sendo articulado para ocorrer neste domingo (16), no município.

Investigação

O delegado titular da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), Paulo Mavignier, confirmou que a morte da líder comunitária tem ligação pela disputa de terras na comunidade Portelinha. A vítima foi torturada e morta com 12 tiros de PT 40.

Após ser apontado como o principal suspeito, Adson se apresentou na delegacia na quinta-feira, onde prestou depoimento e negou ter participação no assassinato.

Por Josemar Antunes

 

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