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Mães vão ao parque Jefferson Péres, neste domingo, incentivar a amamentação além dos seis meses

Leite materno é essencial para o desenvolvimento da criança, que deve ser amamentada no mínimo até os seis meses de vida - divulgação

Leite materno é essencial para o desenvolvimento da criança, que deve ser amamentada no mínimo até os seis meses de vida – divulgação

Amamentar até o sexto mês de vida do bebê exclusivamente com leite materno é de fundamental importância tanto para a saúde da criança quanto para a mãe. Apesar das campanhas de incentivo ao ato, muitas mulheres se sentem constrangidas em dar de mamar em público e algumas chegam até a ser discriminadas se a criança for mais ‘crescidinha’.

Pediatras afirmam que mesmo com outros alimentos introduzidos na dieta do bebê, o aleitamento materno deve se prolongar para além dos seis meses, pois as vitaminas, anticorpos e nutrientes presentes no leite continuam sendo importantes. Para incentivar o ato, 23 mães vão realizar neste domingo (31), às 17h, uma sessão de fotos amamentando os filhos já “grandinhos” no parque Jefferson Péres, na avenida 7 de Setembro, Centro.

A educadora física e professora de yoga para gestantes Rosemar Almeida, 29, mãe do pequeno Cassio, de 3 anos, resolveu criar o blog ‘Bebê Ativo’ há mais de um ano para tratar sobre os assuntos relacionados à maternidade e trocas de experiências com outras mulheres.

“Procuro fazer alguns projetos dentro do blog e ano passado fiz com relatos de partos de mães de Manaus. Depois fiquei pensando qual seria o tema do próximo, quando me deparei com uma foto sobre amamentação, na qual a mãe está de joelhos e o filho de dois anos em pé, mamando”, conta Almeida, que buscou amigas, alunas e conhecidas para o ensaio fotográfico “Além dos seis meses”.

Para a professora, o preconceito vem principalmente de dentro de casa, já que as gerações mais antigas alegam que não há motivos para a continuidade da amamentação. “Dizem que a mãe faz por apego ou que o filho está fazendo a mãe de chupeta. Na rua, as pessoas olham feio e tem até gente cara de pau que pergunta se o bebê não está grande para dar de mamar ou ‘ele ainda mama?’”, observa.

O pequeno Cássio, por exemplo, parou de mamar quando tinha 1 ano e meio porque Rosemar teve que tomar remédios fortes. Segundo a professora, a volta ao trabalho após a licença maternidade também contribui para que a mãe deixe de ‘dar o peito’, assim como a falta de estímulo.

Por Cecília Siqueira

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