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Mães amazonenses dividem os sonhos, os empreendimentos e os lucros com os filhos

Unidas pelo dom de produzir doces e salgados - foto: Alberto César Araújo

Unidas pelo dom de produzir doces e salgados – foto: Alberto César Araújo

Trabalhar com a família não é tarefa fácil para ninguém, uma vez que é preciso ter cuidado para não misturar os assuntos do lar e as possíveis divergências e discordâncias presentes no dia a dia profissional. Especialmente neste domingo, quando se comemora o Dia das Mães, o EM TEMPO mostra que os laços familiares são mais fortes, principalmente entre mães e filhos, os quais têm alcançado sucesso à frente dos negócios.

No Brasil, aproximadamente 5,7 milhões de mulheres são donas do próprio negócio, de acordo com pesquisa da Serasa Experian. Desse total, cerca de 8% de toda a população feminina do Brasil é empreendedora. A pesquisa registrou que, entre todos os donos de empresas no país, 43% são do sexo feminino. Sendo que a idade média dessas mulheres é de 44 anos.

Entre essas mulheres encontramos mães amazonenses que compartilham a atividade empreendedora com os filhos. É o caso da costureira Val da Silva, 44, que há doze anos divide os panos, as linhas e as máquinas de costura com o filho Glauber da Silva, 27.

Parceiros da vida, mãe e filho trabalham com corte e costura em um ateliê montado em casa, no bairro Morro da Liberdade. Glauber conta que no início foi só para ajudar a mãe que trabalhava sozinha, mas depois gostou do serviço e agora faz porque gosta. “Não pretendo mudar de profissão. Quero me especializar ainda mais, montar um ateliê completo e divulgar mais o nosso trabalho”, salienta.

Dona Val revela que a escolha do rapaz a deixou muito feliz porque, desta forma, o dom da família vai continuar. Ela também destaca que trabalhava numa empresa terceirizada, e depois que resolveu trabalhar por conta própria o filho a acompanhou na nova empreitada e hoje não faltam encomendas para os dois. “Ele gosta mais do lado social, faz vestidos de festa, como casamento, formatura, 15 anos, já eu faço de tudo um pouco”, comenta.

Doces

A empreendedora Grazielle Formoso, 26, é outra filha que seguiu os passos da mãe, a dona Eunice Formoso, 50. As duas trabalham juntas na produção de bolos, salgados, tortas e doces para festas. Atualmente, mãe e filha trabalham apenas com encomendas, mas o plano é expandir o negócio com a abertura de um ateliê com a marca Brigadeiro Formoso. As parceiras em casa e nos negócios também pretendem oferecer outros serviços para eventos, além dos doces e salgados.

Grazielle relata que os trabalhos com a mãe começaram desde quando ainda pequena. Profissionalmente, ela afirma que faz uns sete anos. A empresária enfatiza que escolheu a profissão por conta da mãe. “Ela sempre precisou de ajuda e eu e minhas duas irmãs sempre estávamos ali. Só que as duas escolheram rumos diferentes e como eu fui gostando, gostando e gostando, comecei a ver vídeos no Youtube para aprender com tutorias na internet e com os cursos. Ela sempre fez salgado e bolo. Eu que já comecei com os doces”, conta.

Para Eunice, a escolha da filha pela mesma profissão e o fato de trabalharem juntas é “maravilhoso”, porque desta forma uma ajuda a outra e, sobretudo, dá apoio para o fortalecimento do negócio, que logo em breve deve ser expandido.

“No momento oferecemos só o buffet. Não tem a parte de decoração que as pessoas pedem muito, mas estamos preparando para sair com tudo. Também estamos sempre fazendo cursos de reciclagem”, salienta dona Eunice.

Por Silane Souza (equipe EM TEMPO)

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