Holofotes

Mãe de fã que atacou Ana Hickmann diz que filho não ia fazer mal a ela

Segundo ela, Pádua lutava contra um "inimigo terrível", que ataca a pessoa "24 horas" por dia -ela não especificou se o jovem sofria algum transtorno psicológico - foto: reprodução

Segundo ela, Pádua lutava contra um “inimigo terrível”, que ataca a pessoa “24 horas” por dia -ela não especificou se o jovem sofria algum transtorno psicológico – foto: reprodução

A mãe de Rodrigo Augusto de Pádua, 30, Wanda Simões de Pádua, afirmou nesta segunda-feira (23) que seu filho não tinha intenção de atacar a apresentadora Ana Hickmann.

Segundo ela, Pádua lutava contra um “inimigo terrível”, que ataca a pessoa “24 horas” por dia -ela não especificou se o jovem sofria algum transtorno psicológico. Disse apenas que “não era ele quem fez aquilo”, e classificou o episódio como uma fatalidade.

Wanda esteve na manhã desta segunda no cemitério municipal Nossa Senhora Aparecida, centro de Juiz de Fora (MG), para o sepultamento do rapaz, que foi acompanhado por poucos parentes. Abalada, deu um depoimento à imprensa ao final da cerimônia. Nenhum outro parente quis falar com os jornalistas.

Segundo a mãe, Pádua não tinha intenção de machucar a apresentadora. “O meu filho era o melhor filho do mundo. Só eu o conhecia. Não foi ele que fez aquilo. Era outra pessoa. O inimigo é terrível. Ele ataca mesmo a pessoa 24 horas. Ele não fez nada com intenção”, disse.

Wanda afirmou que Pádua “nunca mexeu com drogas, não fumava, ficava mais em casa, era sereno”. A mãe confirmou que o rapaz era recluso e que não tinha amigos ou inimigos. Costumava sair de casa só para ir à academia ou levar a mãe ao cinema.

Ela o descreveu como amoroso, educado e querido por todos. “Ele costumava dizer ‘mãe, a senhora é a coisa mais importante desse mundo para mim. Se a senhora morrer eu vou junto'”. Segundo Wanda, o rapaz foi a Belo Horizonte para conhecer a cidade e encontrar um irmão que estaria na capital mineira.

A mãe disse acreditar que ele não teria ido ao hotel com a intenção de atacar a apresentadora. “É uma fatalidade o que aconteceu. Eu tenho certeza de que ele não foi lá para fazer mal para ninguém. Só queria conversar. Mas como o destino foi cruel, tirou o meu filho, o meu caçula que eu amava tanto. Agora, as lembranças dele vão ficar no meu coração”, disse.

Pensei que fosse morrer

Abalada, a modelo e apresentadora Ana Hickmann, 35, disse que tinha certeza que o fã Rodrigo Augusto de Pádua iria matá-la no sábado (21), quando entrou armado no quarto de hotel em Belo Horizonte (MG) em que ela estava hospedada.

“Ele dizia coisas pornográficas para me humilhar. Dizia que eu tinha acabado com a vida dele. Ele veio determinado a me matar naquela hora”, afirmou a gaúcha nascida em Santa Cruz do Sul em entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, da Record, na noite deste domingo (22).

“A primeira coisa que passou na minha cabeça era a de assalto, arrastão. Ele dizia: ‘Eu vim acertar com você, vagabunda’. O tempo todo falando que eu não prestava, que era mentirosa, que não correspondia ao amor dele. Muito distorcido. Foi a primeira vez na vida que senti medo e que iria morrer. Ele não piscava. Ele falava com muito ódio”, disse.

Ana Hickmann também lembrou das ofensas de Rodrigo: “Você é uma mentira. Duvidou do amor que eu tinha”. A fala foi registrada em uma gravação feita com o celular pelo cabeleireiro Júlio Figueiredo. O profissional, contratado pela modelo gaúcha, encontrava-se do lado de fora do recinto e começou a fazer a gravação antes de chamar a segurança.

No áudio também é possível ouvir Pádua ordenando que ela e os outros dois presentes no momento -Giovana Alves (assessora e concunhada de Hickmann) e Gustavo Belo (marido de Giovana)- se sentassem de costas para ele, ao que dizia: “Eu não vou matar ninguém. Não sou assassino”.

“Nunca pensei que isso poderia acontecer! Nunca pensei que o ser humano fosse capaz disso! Foi terrível! Estou profundamente abalada e triste! Só peço que todos rezem por minha cunhada para que ela se recupere logo”, disse Ana Hickmann.

Vizinhança

Pouca coisa se sabe sobre Pádua no bairro Manoel Honório, região central de Juiz de Fora, onde morava com os pais.

Na academia que frequentava, Fox Fitness, não fez amigos. Segundo uma funcionária, Pádua costumava malhar no início da tarde, mas entrava e saia sem conversar com ninguém.

A academia fica a poucos metros de distância e na mesma calçada do prédio onde morava a família, na avenida Governador Valadares.

Na lanchonete Estação Bambu, costumava comprar sanduíche natural e açaí de tarde ou à noite. As atividades ligadas à rotina de exercícios eram as únicas em que se via Pádua caminhando sozinho no bairro. Na maior parte das vezes estava com a mãe, que vende doces na região e é querida pelos comerciantes.

Há pouco mais de um mês, Pádua comprou um suplemento de proteína, próprio para quem quer ganhar músculos, na loja Body Nutri, cujo vendedor, Bruno Duarte, 35, mora no mesmo prédio da família. O comerciário se disse surpreso com o episódio, já que considerava Pádua um rapaz, embora recluso, educado.

“Eu não diria que ele tinha problemas. Sempre muito educado, dava bom dia, boa tarde, mas não era dado a conversas. Para mim, era um cara normal. Quando comprou o whey protein [suplemento de proteína] trouxe o nome, pagou e foi embora sem falar muito. Tá todo mundo surpreso por aqui”, disse Duarte.

Por Folhapress

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