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Mãe alega desaparecimento de filho no Instituto da Mulher

Segundo a estudante Fabíola Pereira, a mãe estava grávida de gêmeos, mas parto foi de apenas uma criança - foto: Ione Moreno

Segundo a estudante Fabíola Pereira, a mãe estava grávida de gêmeos, mas parto foi de apenas uma criança – foto: Ione Moreno

O que era para ser mais um parto, dessa vez de gêmeos, para a dona de casa e mãe de nove filhos, Maria das Dores Gomes Pereira, 38, virou um pesadelo para a família. Internada no Instituto da Mulher Dona Lindu, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, no  dia 30, para dar à luz, Maria das Dores foi informada, após o parto cesariano de que a gestação foi apenas de uma criança, e não duas, como revelaram os exames durante o pré-natal.

De acordo com a filha da dona de casa, a estudante Fabíola Pereira Michele, 20, a mãe fez todo o acompanhamento pré-natal em Itacoatiara, onde moram. Durante a gravidez, Maria das Dores realizou ultrassonografias, em duas clinicas diferentes, e ambas atestaram a gestação de duas crianças.

Na  quarta-feira (30), quando veio para Manaus ter filho, ao chegar no Instituto da Mulher, segundo Fabíola, o médico que atendeu Maria das Dores, escutou também o coração de duas crianças. Porém, o bebê do lado direito, estava com o batimento cardíaco mais fraco. Depois disso, o médico pediu para fazer a ultrassom, para ver como os dois fetos estavam. “Na hora de fazer a ultrassom, foi ouvido apenas o coração do bebê do lado esquerdo, pois o lado direito já não mexia mais, o médico estava passando o equipamento muito rapidamente no lado direito da barriga da minha mãe, sem dar muita importância”, explicou Fabíola.

Após o procedimento, o médico informou que a dona de casa, teria que ser operada de imediato, e que apenas um bebê, estava em formação. Ao tentar argumentar sobre a existência dos gêmeos, Fabíola disse que o médico a tratou de forma grosseira, além de humilhá-la, afirmando que ele é quem era o especialista em medicina lá.

Segundo Fabíola, a mãe relatou que durante a cirurgia sentiu o médico retirando duas crianças, e que apesar da anestesia que recebeu, estava consciente. Ao perguntar pelo outro bebê, ela foi informada pelo médico que só havia uma criança.

“Eu fui reclamar, por que não tinha nascido o outro bebê, aí a moça me explicou que havia sido engano, que só existia apenas uma bebê. O problema é que fizemos o ultrassom em duas clinicas diferentes, e ambas afirmaram que haviam dois bebês. Ficamos nos questionando, e se morreu? Mas se morreu por que eles não falam ao menos? Agora sumiu o bebê. Minha mãe está lá, como apenas uma criança, e não tem previsão para receber alta, a todo momento chega um médico e aplica um medicamento nela, e no meu irmãozinho”, lamentou Fabíola.

Erro

Por meio de uma nota, a direção do Instituto da Mulher Dona Lindu, explicou que houve um erro de leitura no exame de ultrassonografia da paciente Maria das Dores Gomes Pereira, realizado por médico particular, no município de Itacoatiara, cujo laudo apontou gravidez de gêmeos. A nota confirma a internação da paciente no dia 30 de outubro e, que como parte do processo de admissão hospitalar, realizou exame de ultrassonografia que apontou a presença de feto único. O parto da criança, por meio de uma cesariana aconteceu no mesmo dia, sem intercorrências, acompanhado por equipe multiprofissional, formada pelos obstetras Daniel Augusto Gazzolo Durand e Sonja Maria Paixão, o anestesiologista Wagner P. Rogério e a pediatra Monique Cavalcante. Ainda conforme a nota, a diretora do Instituto da Mulher, Grasiela Leite, conversou com a paciente, para reiterar que houve erro no exame realizado fora da unidade e mãe e bebê permanecem internados na enfermaria da unidade e passam bem.

Por Henderson Martins

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