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Lutador amazonense Alex Taveira disputa Pan de Jiu-jitsu fora do Brasil

O lutador amazonense. Alex Taveira é conhecido por seu jogo ofensivo por baixo e por utilizar unúmeras finalizações da meia-guarda – Foto: Mauro Neto/Sejel

Alex Taveira é conhecido por seu jogo ofensivo por baixo e por utilizar inúmeras finalizações da meia-guarda – Foto: Mauro Neto/Sejel

“A deficiência não é capaz de me limitar”. É vivenciando esta frase diariamente que o lutador Alex Taveira, que nasceu com deficiência congênita na perna direita, vem se destacando na história do esporte amazonense. E desta vez, o bicampeão mundial se prepara para mais uma missão que pode marcar seu nome internacionalmente: trata-se do Pan Jiu-Jitsu IBJJF Championship, que acontece de 16 a 20 de março, em Irvine, nos Estados Unidos. Para ir à competição, o atleta conta com a apoio da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

“Nasci com deficiência congênita na perna direita, mas aos 11 anos de idade, fui convidado pela primeira vez a rolar num tatame, eu aceitei o desafio sem pestanejar e não quis mais parar. Na época, tratei de ir fazer um teste com o mestre Márcio Pontes da Nova União. O mestre apostou em mim, disse que eu tinha potencial e desde lá eu nunca mais parei”, contou o atleta .

O curioso deste faixa-preta, é que durante todo este tempo de carreira ele investiu em descobrir uma maneira de se destacar no chão, e conseguiu. Alex adaptou o jogo de meia guarda, o que lhe proporciona uma força incrível e excelência diante de qualquer adversário. Por isso, ele não se limita em apenas treinar e competir com Pessoas com Deficiência (PCDs). Alex disputará o Pan Jiu-Jitsu, que não é um evento voltado para PCDs, pela categoria principal: Galo Adulto, onde terá pela frente as pedreiras Caio Terra e Bruno Mafacini, que apesar de brasileiros, representam os EUA.

“Eu treinei muito para chegar à perfeição e hoje em dia consigo com facilidade fazer essa meia guarda, responsável por atormentar os adversários. Não escolho com quem vou rolar. Topo qualquer parada”, enfatiza Alex, que expandiu o Parajiu-Jítsu e fundou a primeira academia da região Norte voltada para pessoas com deficiências.

“A minha maior satisfação é poder ensinar um esporte que mostrou que posso tudo, basta dedicação, pois no esporte não há limitações”, comentou Alex, que venceu o mundial de parajiu-jítsu na categoria Galo e Absoluto, em novembro do ano passado, em Santo André (SP). “Quero voltar dando alegria e orgulho aos meus alunos”, finalizou.

 

Da redação

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