Economia

Lojistas de Manaus reclamam das vendas ‘magras’ de Natal

Época mais esperada pelos comerciantes, o Natal, que é considerado o melhor período de vendas, promete ser de “vacas magras” para muitos lojistas, que denunciam queda no movimento e baixa nas vendas - foto: Ricardo Oliveira

Época mais esperada pelos comerciantes, o Natal, que é considerado o melhor período de vendas, promete ser de “vacas magras” para muitos lojistas, que denunciam queda no movimento e baixa nas vendas – foto: Ricardo Oliveira

Com a baixa no volume de vendas neste segundo semestre do ano, o setor do comércio se prepara para um dezembro de ‘vacas magras’. Para os comerciantes do centro de Manaus, a expectativa de crescimento é muito inferior da registrada em 2014. Em alguns casos, será motivo de comemoração se dezembro terminar com a mesma marca registrada no último mês.

Segundo o gerente da loja Aline Calçados, Manoel Fonseca, 45, o cenário atual é motivo de preocupação. Mesmo sabendo que o movimento pode melhorar durante o mês festivo, ele afirmou que prefere ficar com os pés no chão para não se desapontar com os números.

“Dezembro começou devagar. Já era esperado. Do meio do ano para cá, as vendas caíram bastante. Acho que a partir do dia 10, podemos ter uma melhora, mas acredito que seja melhor apenas buscar bater nossa meta. Dezembro é um mês onde fazemos poucas promoções. Vamos atrair os consumidores com bons produtos e facilidade no pagamento. Esse cenário é visto até na equipe. Ano passado, éramos 17, hoje, somos apenas 12”, disse Fonseca.

O pessimismo não é exclusividade do mercado de calçados. Os lojistas do ramo de roupas também estão se preparando para uma diminuição na arrecadação de dezembro. O vendedor responsável pela loja Tropy, na avenida Eduardo Ribeiro, Cledison Magno, 23, aposta que o setor será menos afetado levando em consideração que a população costuma investir em roupas novas para a virada do ano.

“Logo no começo da crise, foi muito ruim. Apesar disso, a partir do dia 20 de novembro melhorou. Por isso, acreditamos que a tendência é que esse crescimento continue, principalmente, porque sabemos que muitos trabalhadores estão recebendo o décimo terceiro. Sabemos que a população sempre gasta um pouco mais para comprar roupas. Porém, isso ainda é muito pouco para falar que vamos igualar os números de 2014. Um exemplo disso é o quadro de funcionários. Ano passado, a equipe era de 20. Neste ano, contratamos apenas 10 temporário. ”, analisou Magno.

Exceção

Diferente do que acontece com a maioria do comércio, algumas lojas não sabem o que é crise, em especial, os estabelecimentos que têm como público alvo a classe média alta. Na franquia Sapatinho de Luxo, na avenida Sete de Setembro, Centro, o gerente do local, Junior Magalhães, 33, explicou que a grande maioria dos consumidores que entram no estabelecimento chega com a certeza que irão sair com alguma mercadoria.

“Sempre esperamos um aumento. Dezembro é um mês diferente. Ano passado foi bom e 2015 está indo pelo mesmo caminho. Nos preparamos contratando funcionários que já tiveram experiência em outras lojas”, disse.

Por Thiago Fernando

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