Cultura

Lobão faz show em Manaus, hoje

Nesta sexta-feira (1º), Lobão sobe ao palco do Porão do Alemão (avenida Coronel Teixeira, 1.986, São Jorge) com o show “Sem Filtro”, uma coletânea que reúne músicas novas a seu repertório antigo em versão acústica, somente com a voz e o violão do cantor. Especialmente para o EM TEMPO, ele falou sobre o show e sobre seu novo disco “O Rigor e a Misericórdia”, gravado no estúdio de sua casa, após 10 anos sem um novo álbum.

EM TEMPO – Por que pensou em um formato acústico?
Lobão – Será uma espécie de luau indoor. Escolhemos fazer assim porque é mais portátil e econômico, além de ser muito gostoso fazê-lo. Eu tenho um amplo repertório violonístico e não me preocupo com as canções que não o são. Não penso em termos de hits. Penso naquilo que estou a fim de tocar tendo como base o instrumental. Ou seja, só toco aquilo que ficar muito bom no instrumento.

EM TEMPO – Como é sua relação com o público durante o show?
Lobão – Nada é muito estipulado. Minha relação com meu público sempre é de carinho e muita intimidade. Meu público se comporta como se fosse da minha família, praticamente.

EM TEMPO – Seu disco mais recente foi lançado após um período de 10 anos longe dos estúdios. Como foi o processo de criação desse álbum e o financiamento coletivo que o tornou possível?
Lobão – Eu levei 10 anos para aprender a me gravar, mexer em plug-ins, editar, tocar teclados, baixo, aprender a tocar viola caipira, aprimorar o meu playing de bateria, guitarra, e violão e aperfeiçoar minha forma de compor e escrever. O crowdfunding coroou todo o conceito da minha experiência de lobo solitário e foi premiado pela DMX como a melhor campanha do ano.

EM TEMPO – Que sonoridades diferentes você explorou em “O Rigor e a Misericórdia”?
Lobão – Eu explorei uma sonoridade setentista em alguns momentos, muita coisa acústica, muito synth, muita guitarra, baixo e bateria proeminentes. Enfim, é o meu disco, de longe, mais bem executado. Eu faço algumas citações de alguns heróis meus como Jimmi Page, Hendrix, Chris Squire, Bonzo, Bill Bruford, Garoto, Canhoto da Paraíba, Paulinho da Viola, Zé Ramalho, Rick Wakeman…

EM TEMPO – Como você avalia todo esse universo on-line que nos cerca e o papel das redes sociais para tornar projetos culturais possíveis?
Lobão – O artista tem obrigação de ser um ser criativo e empreendedor. Assim como me exijo todo o rigor na excelência na qualidade do disco, tenho que fazer o mesmo nas possibilidades de lançamento e captação.

EM TEMPO – Atualmente, qual é a rede social que você mais usa? Quanto do seu tempo as redes sociais consomem?
Lobão – Eu ‘praio’ em todas, como Twitter e Facebook. E estou sempre por lá.

EM TEMPO – Quais são seus projetos futuros tanto como músico quanto como escritor?
Lobão – Estou muito animado para começar a compor um novo repertório. Livro, por enquanto, ainda estou curtindo o meu último (“Em busca do rigor e da misericórdia”).

Por equipe do EM TEMPO

1 Comment

1 Comment

  1. Carlos Eduardo

    6 de julho de 2016 at 16:49

    show, lobo!

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