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Lixões em várzeas causam risco ambiental no interior do AM

Entre as medidas propostas pelo PERS estão a reciclagem, produção de energia a partir do gás metano e reaproveitamento de resíduos orgânicos em adubos agrícolas - foto: Ione Moreno

Entre as medidas propostas pelo PERS estão a reciclagem, produção de energia a partir do gás metano e reaproveitamento de resíduos orgânicos em adubos agrícolas – foto: Ione Moreno

A desativação de lixões que ainda funcionam em áreas de várzeas e apresentam riscos de contaminação ao solo, rios e lagos se tornou prioridade no interior do Amazonas. Tais depósitos são considerados um desafio para a implantação do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS) no Amazonas. O plano foi debatido na manhã desta quinta-feira (26), durante uma audiência pública, no auditório do Centro Universitário Luterano de Manaus (CEULM/Ulbra), no bairro Japiim, Zona Centro-Sul, e contou com a participação de representantes de órgãos ligados ao meio ambiente e de populares interessados no tema.

Entre as medidas propostas pelo PERS estão a reciclagem, produção de energia a partir do gás metano e reaproveitamento de resíduos orgânicos em adubos agrícolas. As prefeituras estão longe de cumprir as metas previstas pelo plano, que deverá ser enviado à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) até o dia 15 de dezembro.

“Temos a necessidade de criar um plano que acabe com esses lixões em área de risco, como as várzeas. Precisamos de diretrizes especificas para cada localidade, devido as suas particularidades”, destacou secretário de Estado do Meio Ambiente Antônio Stroski, durante o evento.

Segundo ele, para amenizar esse cenário e as situações registradas em alguns municípios do Amazonas – cuja questão logística dos municípios, compromete a desativação dos lixões – é preciso investir e incorporar novas tecnologias e informações para se obter uma gestão mais eficiente com menos lixo e maior preservação ambiental.

Conforme Stroski, uma das primeiras medidas para o PERS se implantado foi a aquisição de caminhões coletores e compactadores de lixo para 41 municípios. Trinta caminhões foram adquiridos em convênio com o Ministério da Defesa e 11 foram comprados com recursos próprios do Estado. Barreirinha, Borba, Caapiranga, Carauari, Humaitá, Maraã, Maués, Novo Aripuanã, Pauini, Santo Antônio do Içá e São Sebastião do Uatumã já receberam os veículos.

Catadores

Durante a consulta pública, também foi discutida a inclusão dos catadores de materiais recicláveis no plano, por meio da implementação de 13 programas de coleta seletiva nos municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM). “O momento é oportuno, já temos grandes instrumentos para essas implantações. Precisamos estabelecer apenas as diretrizes para que as ações sejam eficazes. Precisamos também rever as limitações do mercado de recicláveis”, salientou o secretário.

A coleta de lixo reciclável, principalmente na capital, segundo Antônio Stroski, é satisfatória. Em muitos municípios, porém, o trabalho, observou, é deficiente devido à estrutura operacional e de equipamentos adequados. “Existe, sim, uma deficiência no serviço, principalmente nos interiores. O PERS vem justamente para regular esses trabalhos e até mesmo para adequar à população ao novo sistema”, afirmou Stroski.

Por Gerson Freitas

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