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Lixo retirado dos igarapés em Manaus no primeiro semestre do ano chega a quase 3 mil toneladas

Ao todo, mais de 100 garis atuam na retirada dos resíduos - foto: divulgação

Ao todo, mais de 100 garis atuam na retirada dos resíduos – foto: divulgação

Com o descarte incorreto dos resíduos nas ruas de Manaus, principalmente no período chuvoso, o problema  do acúmulo do lixo dos igarapés se agrava, exalando forte odor. Os resíduos chegam a transbordar  nos leitos inundando casas e trazendo prejuízos materiais, além de graves doenças.

De acordo com a assessoria  de comunicação da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), responsável pela formulação e implementação da política de limpeza pública urbana em Manaus, entre janeiro a maio deste ano, a média diária de lixo retirado dos igarapés  foi de 25 a 30 toneladas. No primeiro semestre,  o lixo acumulado chegou a  2.996 toneladas.

Segundo a assessoria do órgão, “Todos os pontos dos leitos são monitorados pelos fiscais do órgão e equipes realizam a limpeza dos igarapés e margens de rios diariamente”.

Ainda conforme a Semulsp, os trabalhos de limpeza ocorrem nos igarapés do São Raimundo e Educandos com uso de escavadeira hidráulica e duas balsas que percorrem os rios, além do uso de botes.

“Temos problemas em todos os Igarapés. No entanto, os gargalos são maiores nos Igarapés do 40, Mindu, Franco, Mestre Chico, Passarinho e Manaus 2000. Encontra-se de tudo nos Igarapés. Desde a quantidade absurda de garrafas PET, pneus, eletrodomésticos e animais mortos e outras coisas”.

Ao todo, mais de 100 garis atuam na retirada dos resíduos. Todo o lixo é conduzido até a embarcação e depois de retirado das águas. Os resíduos são destinados ao Aterro Sanitário da cidade.

“Todo o esforço é feito para manter a cidade limpa, assim como nos igarapés que cortam a cidade. Mas, quero ressaltar, que o lixo que chegam até o rio e igarapés são jogados na rua e, com as enxurradas acaba escoando para estes leitos”, informou a assessoria.

Custo

O lixo jogado no rio pelos moradores tomou conta dos principais braços fluviais da cidade. Para manter uma equipe de agentes e limpeza desses locais, a prefeitura de Manaus tem um custo de R$ 992.251,38 durante o ano.

Pontos críticos

Segundo a Semulsp, a poluição com o lixo é mais crítica nos igarapés do 40, Franco, Mestre Chico, avenida Brasil e São Jorge, localizados nas Zonas Sul e Centro-Oeste da capital.

Por Josemar Antunes

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