Dia a dia

Lixeiras trazem risco a motoristas e pedestres em Manaus

     Moradores do condomínio João Bosco vem reclamando de cinco caixas de lixo- fotos: Janailton Falcão

 

Moradores do condomínio João Bosco, localizado na avenida Joao Bosco, bairro Flores, Zona Centro-Sul, vem reclamando de cinco caixas de lixo instaladas em toda a extensão da rua Dom Jackson Damasceno Rodrigues. Além de ocuparem o espaço aumentando o congestionamento, acidentes acontecem rotineiramente.

Para a autônoma Arlete Lima da Silva, 60, que mora no condomínio há 32 anos, as lixeiras atrapalham o trânsito. “Em horários de pico, aqui fica insuportável de transitar. Sem contar que as caçambas, por vezes, ficam muito afastadas da calçada. Todo dia acontece um acidente, um carro ou outro perde o retrovisor”, relatou.

De acordo com a comerciante Fátima Maia, 64, além dos acidentes existe também o acúmulo de lixo. “Algumas pessoas ainda deixam o lixo fora da lixeira, mas o problema maior são esses ‘papa-entulho’ que atrapalham o trânsito”, comentou. Preocupado com essa situação, o sindico do condomínio, Luiz Simão Botelho Neves, 66, disse que os moradores estão levantando fundos para a construção de uma lixeira particular do próprio residencial. “Vamos construir uma lixeira particular, mas o problema mesmo é quando os caminhões de coleta seletiva chegam, que levantam essas caçambas e muitas vezes não as posicionam de maneira que não atrapalhe a via. Dessa forma incomoda tanto os condutores de veículo quanto os pedestres que transitam no local”, disse.

As caixas de lixo tomam conta de uma faixa da via e obrigam os motoristas a trafegarem na contramão

A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) informou, por meio de nota, que primeiramente será encaminhado um fiscal técnico ao local para verificar o problema. O órgão ainda completou que “não tem informações sobre essas lixeiras, mas que a equipe dever realizar um diagnóstico sobre o caso”, ressaltou. Já o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) informou que atua diretamente na fiscalização de obstrução em logradouros e passeios públicos. O instituto vai averiguar se há irregularidade desse tipo na cidade para poder tomar providências.

A entidade municipal também reiterou que nos primeiros 75 dias do ano, houve aumento de 180% no número de demolições de obstruções em logradouro público, comparando o mesmo período entre 2017 e 2016: foram 14 este ano contra 5 no mesmo período do ano passado. O diretor-presidente da pasta, o engenheiro Cláudio Guenka, disse que medidas de incentivo estão sendo adotadas para coibir essas ações.

“O Implurb está diariamente nas ruas, atuando na fiscalização das calçadas, atendendo denúncias e casos que atentam contra o direito de ir e vir com segurança. Buscamos sempre o diálogo, mas os abusos têm que ser coibidos sob pena da população ficar à mercê de riscos e ilegalidades. Em paralelo, trabalhamos a conscientização dos cidadãos para melhorar o passeio, para que não o invadam e deixem ele livre de obstáculos”, ressaltou.

O Disk-Ordem do Implurb, em 2016, recebeu 672 denúncias relacionadas à infração, do total de 1.878, equivalente a 35,7% das demandas recebidas.

Bárbara Costa
EM TEMPO

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