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Lixão no interior do AM oferece risco à saúde pública

Lixão de Rio Preto da Eva oferece risco à saúde pública dos moradores e causa revolta – fotos: Divulgação

Dividindo praticamente o mesmo espaço com órgãos públicos, inclusive com um hospital da rede municipal, o lixão de Rio Preto da Eva (distante a 78 quilômetros de Manaus) oferece um risco à saúde pública dos moradores. A problemática vem provocando revolta em alguns servidores que não suportam mais sentir o mau cheiro dos resíduos e conviver com os mosquitos e insetos que saem do depósito.

A problemática vem provocando revolta

Segundo relato de um servidor público, que pediu para não ter o nome divulgado, por medo de represálias, há pouco mais de 60 dias o lixão foi instalado em uma área urbana, que fica por trás do Fórum da cidade e ao lado da principal Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Rio Preto da Eva. No mesmo perímetro dessas entidades funcionam ainda a Câmara Municipal e um estádio de futebol.

A maior preocupação devido à instalação desse lixão em uma área urbana é uma possível contaminação dos lençóis freáticos do principal rio da cidade. O denunciante informou que essa situação já foi relatada às autoridades do município, inclusive para o prefeito e para o secretário de Limpeza Pública, mas que até o momento nenhuma solução foi dada ao problema.

“A menos de 100 metros desse lixão fica o leito do Rio Preto da Eva, o maior rio da nossa cidade. Se nada for feito imediatamente, com certeza esse balneário será poluído. Os servidores que trabalham em órgão próximo desse depósito de lixo estão incomodados com a quantidade de mosca e mosquito que vem de lá. Além do forte odor que atrapalha até na concentração dos trabalhadores. É uma situação complicada que precisa ser vista com seriedade, já que afeta diretamente uma área administrativa da cidade”, ressaltou o morador.

O denunciante explicou que essa situação começou após o fim da parceria com o lixão de Manaus que recebia os resíduos do Rio Preto da Eva, mas deixou de coletar em virtude de dividas da prefeitura com a administração da capital. Um antigo lixão do Rio Preto que funcionava em uma área afastada da cidade foi interditado por não possuir mais capacidade de receber quantidade de lixo.

“Durante uma conversa com representantes do Executivo municipal, ficamos sabendo que há sete meses a prefeitura não pagava o lixão de Manaus”, finalizou.

O EM TEMPO tentou contato com o prefeito de Rio Preto da Eva pelos telefones 3328-XXX e 991XX-00XX para falar sobre o lixão e quais providencias seriam tomadas para realocá-lo em outro espaço, mas nenhum representante legal foi localizado.

 

Gerson Freitas

EM TEMPO

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