Cultura

Livro celebra 90 anos da poesia de Álvaro Maia

Carmen diz que no livro é mostrado todo lado de poeta de Álvaro Maia - foto: Divulgação

Carmen diz que no livro é mostrado todo lado de poeta de Álvaro Maia – foto: Divulgação

O poema escrito por Álvaro Botelho Maia e declamado por ele no Teatro Amazonas, em 1923, em uma comemoração da aceitação do Amazonas a independência do Brasil, completou 90 anos, em 2013. A obra é retratada no mais novo livro da escritora e poeta amazonense, Carmen Novoa Silva, intitulado ‘Canção de Fé e Esperança 90 anos – Álvaro Maia’, que será lançada na próxima quarta-feira (28), no Teatro do Centro Universitário do Norte (Uninorte), às 18h30. O evento é aberto ao público.

“A oratória dele, naquele dia, levantou o ânimo para aquelas pessoas deprimidas por causa da decadência da borracha. Ele unia as forças de todo o Amazonas, para as pessoas terem orgulho da terra, e todo um apelo direcionado, principalmente, aos jovens para terem perspectivas do futuro”, conta a escritora.

Carmen diz que no livro é mostrado todo lado de poeta de Álvaro Maia, que se consagrou, quando tinha 30 anos de idade, antes mesmo de entrar na vida pública.  Carmen afirma que Álvaro Maia é considerado o príncipe dos poetas amazonenses, e que apesar dos anos, as poesias dele continuam preservadas e atuais até os dias de hoje.

Sobre o livro, Carmen revela que decidiu publicar a obra, após descobri, por meio de uma análise de arquivos de jornais, uma matéria que abordava sobre os 60 anos ‘Canção de Fé e Esperança Álvaro Maia’. “Eu disse já faz noventa anos da obra, peguei o material e disse vamos publicar um livro. Fui no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (Igha), e pedi a obra. Se tratava de um fascículo, praticamente, feito com as essências do próprio Álvaro Maia”, conta a escritora.

O livro ‘Canção de Fé e Esperança 90 anos – Álvaro Maia’ possui 101 páginas, além da história do ingresso de Álvaro Maia na poesia, várias fotos do poeta amazonense. “Repelir sempre com ousadia, os mendigos dos votos, os negocistas da felicidade do Estado pelas cômodas posições do momento… A reabilitação do expoliado está em marcha”, declara Carmen, um dos trechos dos livros.

Carmen conta que gostava muito de Álvaro Maia, desde criança, e que seu pai também o admirava muito. “ Eu já conhecia o Álvaro Maia, meu pai gostava muito dele também. Eu lembro que uma vez o reconheci e disse será que aquele ali é o Álvaro Maia, me disseram que não, mas depois eu confirmei que realmente era ele”, revela a escritora.

Álvaro Maia

Álvaro Botelho Maia, nascido a 19 de fevereiro de 1893, no município de Humaitá, Rio Madeira, veio criança para Manaus. Estudou direito, em Fortaleza e colou grau na Faculdade do Rio de Janeiro. Seu primeiro emprego no Amazonas foi de redator da Assembleia Legislativa, depois Procurador da República. Era jornalista, poeta e político atuante.

Considerado o príncipe dos poetas amazonenses, publicou vários livros: “Cabelos Negros”, “Na Vanguarda da Retarguarda”, “Gente dos Seringais”, “Buzina dos Paranás”, “Nas Barras do Pretório”, “Beiradão”, “Banco de Canoa”, “Defumadores e Porongas”, “Tenda de Emaús”. Escreveu poesias, crônicas, ensaios, teses, discursos e conferencias.

Por Esterfanny Martins do jornal EM TEMPO

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