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Limpeza dos igarapés de Manaus custará mais de R$ 5 Milhões

Diariamente, são retiradas 28 toneladas de lixo dos igarapés que são levados para o aterro sanitário – foto: Márcio Melo

Diariamente, são retiradas 28 toneladas de lixo dos igarapés que são levados para o aterro sanitário – foto: Márcio Melo

A limpeza dos igarapés e margens de rios em Manaus custará R$ 5,355 milhões ao contribuinte, este ano. O valor será pago à Trairi Comércio de Derivados de Petróleo Ltda., que teve o contrato renovado para o serviço, conforme consta no Diário Oficial do Município (DOM) do último dia 29. A empresa utilizará dois empurradores, duas balsas, duas escavadeiras hidráulicas e dez botes com motores de popa para realizar a coleta de lixo.

Mesmo com a redução de 15% no valor do contrato, desde o ano passado, os serviços de limpeza dos igarapés da cidade continuam acontecendo diariamente, como no início do programa, há 12 anos, conforme afirma o secretário de limpeza pública, Paulo Farias. A programação do serviço segue um planejamento traçado no primeiro mês do ano, pela Semulsp, atendendo primeiro as situações mais graves.

Na última semana, os trabalhos se concentraram nas orlas do São Raimundo, na Zona Oeste e da Manaus Moderna, Centro. Uma das dificuldades do serviço é a extensão dos igarapés que cortam praticamente toda a cidade, segundo o secretário. Manaus é cortada por dois igarapés, o do Mindú e do Quarento, além dos seus afluentes como o igarapé do Franco.

“Parte desses igarapés deságuam na bacia do São Raimundo e do Quarenta no trecho que corresponde ao bairro do Educandos, chegando até a Manaus Moderna, trazendo uma quantidade de lixo bastante expressiva”, observa Paulo.

Ele destaca que mesmo com a coleta constante, as equipes da Semulsp retiram por dia, aproximadamente, 28 toneladas de lixo, que são levados para o aterro sanitário de Manaus.

Sem retorno

“Nós temos que trabalhar em cima da conscientização ambiental e da orientação, para diminuir essa quantidade de lixo retirado diariamente. É um custo muito alto, o valor desse recurso destinado à limpeza dos igarapés poderia estar sendo revertido para outras obras sociais, como melhoria da infraestrutura, construções de escolas. É uma verba que está sendo jogada dentro d’água”, avalia.

Paulo ressalta que a Semulsp vem trabalhando em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) e com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) na fiscalização contra a poluição dos igarapés. Por outro lado, o secretário afirma que o dever de manter a cidade limpa é de todos.

“O melhor fiscal para combater essa prática tem que ser a população. Todos nós temos de ser os guardiões dos rios, dos igarapés. Essa é uma tarefa da sociedade. A consciência de cada um de nós tem que trabalhar em função dessa melhoria”, salienta.

Por Gerson Freitas

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