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Lideranças da FDN são transferidas para o RDD a pedido da Justiça

Acusados de assumir o comando da facção dentro do Compaj e ordenar a escavação de túneis para fugas, grupo foi desarticulado - Foto: Ricardo Oliveira/Arquivo EM TEMPO

Acusados de assumir o comando da facção dentro do Compaj e ordenar a escavação de túneis para fugas, grupo foi desarticulado – Foto: Ricardo Oliveira/Arquivo EM TEMPO

Quatro lideranças da facção criminosa Família do Norte (FDN) que atuavam dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no quilômetro 8, da BR-174 (Manaus – Boa Vista), foram transferidas, na tarde de ontem, ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), do Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat), também localizado na mesma área. Os presos são acusados de assumir a chefia da cadeia, após a prisão dos líderes da organização criminosa, em presídios federais.

Bruno Henrique Assis Bezerra, o “Parazinho”; Demétrio Antônio Matias; João Ricardo Santos da Costa, o “Cacá”; e Cláudio Dayan Felizardo Belfort, o “Maguila”, foram transferidos por determinação do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Eliezer Fernandes Júnior.

A transferência, de acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), saiu por meio de uma solicitação de caráter emergencial e que não tem prazo estabelecido. Além deles, 17 presos do sistema prisional do Estado estão internos no RDD, a pedido da Superintendência da Polícia Federal (SPF-AM) por 360 dias. Eles são investigados na operação ‘La Muralla’, deflagrada em novembro do ano passado, para desarticular a FDN no Amazonas.

Conforme o titular da Seap, Pedro Florêncio, “Parazinho” foi o escolhido para assumir a liderança da FDN dentro do Compaj. “Foi determinado que ele (Parazinho) assumisse o comando no lugar do José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto”, com a ajuda do Demétrio, Maguila e Cacá. Inclusive eles foram transferidos para o RDD hoje (ontem), porque estavam se insurgindo, cavando túneis no presídio a mando da facção criminosa, na tentativa de gerar um caos no sistema de segurança. Mas eles foram punidos, bem como os demais que façam algo ao Estado que serão identificados e apenados”, explicou.

A Seap informou por meio de nota que pediu apoio da Polícia Militar durante o procedimento realizado ontem para a transferência dos quatro internos do Compaj ao RDD, no Ipat.

Por Thais Gama

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