Política

Líder do PT acusa Temer de ‘traição’ e diz que ele acabará com programas sociais

O vice-presidente Michel Temer decidiu não comparecer à reunião do Diretório Nacional do PMDB marcada para esta terça-feira (29) - foto: divulgação

O vice-presidente Michel Temer decidiu não comparecer à reunião do Diretório Nacional do PMDB marcada para esta terça-feira (29) – foto: divulgação

Em sua fala na sessão da comissão especial do impeachment, o líder da bancada do PT, Afonso Florence (BA), afirmou na tarde desta segunda-feira (11) que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) cometeu alta traição em relação a Dilma Rousseff e que, se assumir o poder, irá acabar com programas sociais.

Dizendo ter chegado a essas conclusões por meio de entrevistas e manifestações que ouviu, Florence afirmou ainda que o PMDB e a oposição não vão ter “sossego” caso o Congresso aprove o impeachment de Dilma.

O discurso de Florence tem sido repetido por outros petistas na comissão, em um indicativo de que houve combinação prévia.

“Eles não vão ter sossego se fizerem isso [aprovar o impeachment]. O povo mobilizado vai lutar por suas conquistas. Se aprovarem o golpe, Vossas Excelências vão entrar na história para a lata do lixo”, disse Florence.

De acordo com o petista, a “chapa do golpe”, liderada por Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o tucano Aécio Neves (PSDB-MG), representa “um ataque à democracia e a retirada de conquistas sociais”, além de ser uma ameaça, acrescenta Florence, às investigações da Lava Jato.

O líder do PT destinou críticas especiais a Temer, que segundo ele cometeu “traição alta ao ser nomeado articulador político [função que ele ocupou no ano passado] e conspirar contra a presidente”.

Por várias vezes Florence foi interrompido por protestos da oposição, que o acusou de mentir.

O líder da bancada do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), rebateu: “Queria tranquilizar os brasileiros de que alguns pronunciamentos, eivado de coisas que não correspondem à realidade, são mais do que reprováveis, são deploráveis. […] Revelam o temor de uma derrota iminente.”

PMDB

Em sua fala, o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), liberou a bancada do partido a votar de acordo com a consciência de cada um. O PMDB rompeu com o governo, mas Picciani faz parte da ala minoritária que se mantém leal a Dilma.

Ele repetiu a avaliação de que o governo Dilma não soube fazer um governo de união nacional e que a oposição nunca aceitou o legítimo resultado das urnas. O peemedebista afirmou que a bancada se reunirá nesta semana e irá aferir a posição majoritária. Ele disse que defenderá essa posição na votação do plenário, prevista para o domingo (17).

Por Folhapress

 

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