Política

Líder do Democratas afirma que denúncia da Andrade Gutierrez complica situação de Dilma

A trajetória descendente começou em dezembro de 2014 - foto: divulgação

A trajetória descendente começou em dezembro de 2014 – foto: divulgação

O líder do Democratas na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), considerou “muito grave” a denúncia feita pelo ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. “Só agrava a situação da presidente. É um ingrediente que se soma a muitos outros. Não são apenas as fraudes, a antecipação de recursos tomados dos bancos oficiais, mas também a edição dos decretos sem autorização do Congresso Nacional”, afirmou.

Citou, ainda, as denúncias da delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral e a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esta numa clara tentativa de protegê-lo das investigações da Operação Lava Jato.

Sobre o que foi relatado pelo ex-presidente da Andrade Gutierrez, o líder do Democratas disse que cabe investigação. “Nós temos de ir a fundo e investigar, aqui no Congresso Nacional e no Tribunal Superior Eleitoral (STF). É dinheiro de corrupção do Petrolão dentro da campanha da presidente Dilma Rousseff, do PT”, afirmou.

Em delação premiada, Azevedo teria relacionado propinas a doações feitas às campanhas da presidente nas eleições de 2010 e 2014 de Dilma Rousseff. Os recursos seriam de propinas de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico.

As contribuições da empresa, de R$ 20 milhões, foram registradas na Justiça Eleitoral, mas R$ 10 milhões estariam ligados a desvios das obras das usinas de Angra 3 e Belo Monte, além do Complexo Petroquímico do Rio. Segundo o líder do Democratas, havia indícios dos desvios, o que agora foi confirmado pelo executivo da Andrade Gutierrez.

Para Pauderney Avelino, as denúncias podem resultar na cassação do mandato da presidente Dilma. “Enquanto isso, o processo de impeachment da presidente caminha na Câmara, seguindo o rito definido pela lei”, afirmou. Hoje, não houve definição sobre o rito de votação do parecer do relatório apresentado ontem. O material precisa ser votado até segunda-feira, 11.

Hoje pela manhã, o líder, o deputado Mendonça Filho (PE), coordenador do comitê pró-impeachment, e os deputados Alberto Fraga (DF), Onyx Lorenzoni (RS), Sóstenes Cavalcante (RJ) e Efraim Filho (PB) participaram de um ato em frente ao Palácio do Planalto. Eles portavam uma faixa com a seguinte frase: “Aviso prévio: impeachment já”.

Com informações da assessoria

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